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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Tenho Meus Limites(incluindo: Idolatria, Paixões e Moda)

Um frequentador do meu humilde blog, fez um comentário bem interessante, afirmando que detesta três coisas, nas quais sou , segundo ele, fissurado: Idolatrias(Beatles e afins), paixões avassaladoras e coleções. Três coisas que ele diz achar inúteis.

Idolatria é uma junção de adoração com ídolos. Não sou lá muito de adorar e nem gosto muito da palavra "ídolo". Os ídolos costumar ser de panos.

Vá lá , que adoro ouvir música. Sem sair de casa, passo umas 5 horas ouvindo músicas. Não passo horas corridas, pois como costumo ter meus limites, acho bem enjoativo ficar horas seguidas ouvindo som. Escuto depois do almoço e após o lanche, no começo da noite.

Fissurado é um apaixonado. Sou, sim , apaixonado por música, em especial o rock, mas não chego a ser um idólatra. Noto, não só os defeitos pessoais dos artistas  que aprecio, como também as limitações como músicos... os erros cometidos , durante suas carreiras. Afinal, ninguém é perfeito. Mas, o que não faltam são idólatras, que seriam capazes até de lamber a rua por onde seus artistas prediletos passam. Para estes, tais astros , não erram; estão sempre com razão.

Não vou nem em shows. Não curto aplausos, vaias, gritinhos.
Portanto, nada de idolatria. Não idolatro nem o Schopenhauer(rs), que mesmo sendo o filósofo que mais gosto, o que mais acertou, na minha opinião, sobre a (triste) condição humana, foi muito infeliz no seu esboço sobre mulheres, demonstrando um machismo repugnante. E olha que sou machista, mas, tenho meus limites. E o famoso filósofo alemão sucumbiu à vontade, tendo uma propriedade: um cão... talvez para preencher o vazio da sua existência.

Paixões são questões de momentos. É incomodo demais se apaixonar. Paixão é mais sofrimento do que prazer; é mais ignorância do que sapiência. Porém, infelizmente, a paixão pode surgir independente da nossa vontade. Paixão tem a ver com fraqueza,carência. Mas, raríssimas são as pessoas que nunca se apaixonaram. E eu não sou como o Freddy Mercury e a maioria das mulheres: não estou procurando alguém para amar(uma alusão à letra da canção, "Somebody To Love", de autoria de Mercury). Não gosto de sofrer, apesar de certos sofrimentos serem inevitáveis.

Quanto à coleções, coleções de discos, isso eu adoro mesmo! Se eu tivesse condições, teria uns 10 mil discos. Recentemente, contei direito minha pequena coleção de cds. Tenho, 412(originais); mais uns 1400,1500 cds em mp3 e 51 vinis.

Não obstante, mesmo se eu fosse rico, não colecionaria mais nada. Não curto enfeites, quadros(embora reconheça o valor de uma pessoa que sabe desenhar/pintar- um dom muito bonito!).

Pensando bem, o ideal é só ter o essencial. Mas,  no tocante a discos eu não evoluí o bastante, por isso necessito tê-los. Embora, não seja só uma questão de posse. O mundo do rock, por exemplo, é enorme, milhares de grupos musicais, que exibem muito talento. Ora, não gosto de quase nada, então, se ainda tenho condições de escutar meus discos, vou continuar fazendo isso. Música me dá muito prazer, me relaxa, me acalma. Cheguei a um ponto que nem escuto mais rádio. Uma emissora de rádio, por melhor que seja, não toco apenas músicas que a gente gosta...

A pessoa, até por não ter dinheiro, pode não ter coleções, mas têm suas paixões. E não estou dizendo paixões/romance... paixão por futebol, por carnaval, automóvel, festas, etc...Quem não tem suas paixões, quem não tem suas fraquezas?

Não me senti ofendido com a colocação do frequentador do meu blog. Somente estou esclarecendo certos pontos.

... continua...


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