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terça-feira, 19 de junho de 2018

O grande problema de Wooly Curtis

Wooly Curtis era apenas mais um  dos habitantes da Terra.
Vivia seguindo as "leis" do planeta, tendo altos e baixos, com constantes problemas no seu caminho, em busca de dinheiro, para sobreviver.

Ele se casou duas vezes, e há anos vivia só.
Prudente, desconfiado, não quis filhos.  Antes mesmo do aparecimento da Aids, Wooly já usava a camisinha; não fazia sexo sem ela.
Evidentemente, que tal fato desagradava a certas mulheres, que ansiavam serem mães.

Era criticado também por não ter tirado carteira de motorista(ele detestava veículos).

A esperteza, no bom sentido da palavra e a prudência , o acompanharam desde bem jovem.
Ele se aposentou cedo, vindo a morar numa casa afastada da civilização.

Os altos e baixos , os problemas da vida, a corrida em busca de dinheiro, sempre o irritaram.
A partir do momento em  que ele se aposentou e optou pelo isolamento, sua vida melhorou.
Mas, ainda não era o suficiente.  Os problema  e os altos e baixos da vida continuaram a lhe perturbar.

Um dia, num belo dia, é, ele teve um dia maravilhoso.
Pensou: este é apenas mais um bom dia; certamente o amanhã não vai ser legal.
Porém, Wooly Curtis se enganou.  O amanhã foi ótimo também.

E, daí por diante , Wooly passou a ter uma sequência de bons dias, sem problemas, sem os baixos, apenas com os altos.

Apesar do isolamento, ele ainda ficava com mulheres e gostava de frequentar bares.
Antes da sequência de dias bons, ele tinha problemas com as mulheres e nos bares em que frequentava.  Mas, isto acabou.  Só alegria, bebendo, batendo um papo e transando com mulheres.

Contudo, a sequência de dias , meses, só de bem estar, começou a incomodá-lo.
Ele pensava haver alguma coisa errada, já que todo mundo tinha problemas, menos ele.
Começou a temer que tal bem estar poderia se acabar e que o destino estaria para aprontar alguma pra ele.  O medo de morrer cresceu...  Diversos medos apareceram, como o de ser acometido por uma doença grave, de ficar na miséria e de ter  uma série de problemas diversos.

Wooly comentava com algumas pessoas o fato de viver há meses sem ter aborrecimentos; de tudo estar dando certo pra ele.  Praticamente, ninguém acreditava.
Procurou ajuda psiquiátrica, e ficou desconfiado que o psiquiatra, igualmente, não acreditava nele.

O medo do dia de amanhã , só aumentava. Virou ideia fixa dele achar que o destino iria  lhe encher de desgraças, depois de meses radiante de felicidade.
Então, com pavor até da forma em que a vida podia lhe dar a morte, Wooly se matou.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Pessimista sonhador?

Sempre com vontade de desabafar, acabo me repetindo, sendo que a idade ainda ajuda a tal.

Cada vez mais nervoso e descrente.

Ontem, vim até a cidade interiorana, mas não fui na biblioteca.
Estou mesmo enfarado de vir até aqui, embora ainda gostar de interagir , postar no blog e, principalmente, baixar e gravar músicas na internet.
No entanto, de uns tempos pra cá, os downloads de discos estão muito lentos, a passo de tartaruga.
Na última vez que vim aqui, gravar álbuns, não tive sucesso, perdendo muito tempo devido a lentidão dos downloads.  Isso me desanima mais ainda.

Comecei a baixar/gravar músicas na biblioteca, em julho do ano passado.  Durante meses, baixava/gravava na maior facilidade, graças a rapidez dos downloads, mas agora...
Mais uma coisa que começou bem e está terminando mal...

É vero que meu único apego é com minha coleção de discos, com as respectivas aparelhagens.
Apesar da minha paixão pelos discos, eu gostaria de não ter tal apego.

A vontade de sumir, só aumenta.  Ah se eu fosse corajoso!
Cometer o auto-extermínio ou desaparecer, seguindo uma estrada qualquer, só com a roupa do corpo, torcendo imensamente para a coisa mais certa da vida me pegar.

Atualmente, a coisa que mais odeio é o lar em que moro.  Já relatei os motivos, os inconvenientes de morar numa casa sem forro.  Os morcegos costumam sumir, por , no máximo, um mês, mas voltam...
De uns dias pra cá, seguidamente, eles que me colocam pra fora da cama, de madrugada.  Pra que relógio?  Os morcegos são meus despertadores, me despertam com ira, fazendo eu proferir palavrões, irado!

A estrada, onde ando uns quatro quilômetros, para chegar até a cidade interiorana, é um prato e tanto pra quem sente vontade de se matar.  A tentação é grande, mas a coragem é pequeníssima.

Mas, eu, humildemente, sonho com a benevolência do Sr Destino.
Ah, se houvesse um mundo, no qual não teríamos problemas, não precisaríamos de dinheiro... só felicidade, paz, sem monotonia.  Um mundo estável, constante, verdadeiro, com nosso bem estar garantido.
Imaginem, bem, pelo menos eu imagino, um mundo com céus de diversas cores: azul, verde, vermelho, roxo, amarelo... dezenas de luas igualmente de diversas cores.  O clima ameno, um sol que ilumina, mas não queima.  Notas musicais desconhecidas e belas, além das sete que conhecemos.
E, de quebra, mulheres tipo ninfas. Imaginem, comer do bom e do melhor, sem precisarmos defecar.

Bem, há pouco tempo, dependurei, num papelzinho, no meu quarto, a frase de Euripedes, "Minha mãe gerou-ma infeliz; invejo os mortos; amo-os ardentemente; aspiro morar em suas casas".
Acho quase impossível alguém, enquanto eu estiver vivo, ver a frase, já que é raro alguém entrar no meu lar, principalmente no meu quarto.  Mas, se eu morrer, creio que terão certeza que eu não brincava, não dissimulava.
E se eu me jogar na frente de um caminhão, saberão sobre meu real desejo de morrer, e o motorista, se não for frio, ficará mais aliviado.

terça-feira, 29 de maio de 2018

62 anos... Nada a comemorar

Se não me falha a memória, as 18:25, hoje, completo 62 anos de vida.

Mais revoltado, triste, irado, creio ser impossível!
Pra piorar, naquilo onde moro, que chamam de casa, o frio está de lascar!

Meu desinteresse pelas coisas da vida, só aumentaram com o passar do tempo.

Entre algumas coisas que gostei e hoje não gosto, uma delas é gente. Isso mesmo!  Já gostei das pessoas, na infância e mesmo num período da minha lamentável adolescência.

A última vez em que votei foi em 2010.  Não tenho justificado... certamente, meu CPF está cancelado.

Não me vacinei contra a gripe e nem contra a febre amarela.

O primo não apareceu neste último final de semana; talvez nem apareça no feriadão, já que o país em que tive a felicidade de nascer, está a beira do caos,com a greve dos caminhoneiros.

Pretendo ter mais uma conversa a respeito do meu descontentamento na fazenda.  Avisarei a ele que procurarei outro lugar para morar.  Encontrarei?  Quem dera se a resposta fosse sim.

Apesar da cidade interiorana ser bem agradável, tenho ciência da força política existente nela.
Ao tentar sair da fazenda, acredito que me encaminharão para a prefeitura ,para a câmara municipal... e serei franco, como sempre, me declarando,nem apolítico, anti-político!
E locais como asilos e abrigos, me aceitarão?  Se me aceitarem, me adaptarei?

Melhor eu ser mais forte, mais macho, e ter forças para encarar a fome, a falta de moradia, o frio do relento, entre outras coisas ruins.  Na rua, eu morrerei rápido.
Na fazenda do primo, estou morrendo aos poucos, correndo sérios riscos de ter um surto, de enlouquecer de vez.

Mesmo assim, ainda tenho esperança: ganhar um presente, se não for hoje, o mais breve possível, a morte!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

A grandeza da música e a dádiva da morte

"O mundo inteiro é um instrumento musical. O polo do mundo celestial é entrecortado onde esta corda(acorde) celeste(divina) é partilhada pelo sol espiritual.
Música terrestre é o eco desta harmonia cósmica; é uma relíquia do paraíso"(Autor desconhecido).

A frase acima está escrita num álbum do John Lennon, feito junto com a Yoko Ono, "Some Time In New York City".
Evidentemente que a frase me toca muito, afinal, música, pra mim, é a coisa melhor do mundo.

E o mais impressionante de tudo é que tenho tal disco, desde 1973, ano em que foi lançado no Brasil, e só recentemente é que prestei atenção na frase.
Só lembrando que vendi 1238 vinis, em 2014. 54 deles, não coloquei à venda.

Só quando ouço música, meus amados discos de rock, é que lamento que um dia vou morrer...

"Minha mãe gerou-me infeliz.  Invejo os mortos; amo-os intensamente.
Aspiro morar em suas casas".(Eurípedes).

Eurípedes foi um dramaturgo grego, nascido antes de Cristo.
Ele dizia também que o sofrimento é a lei de ferro da natureza.

Da frase , citada acima, só não concordo do fato dele declarar que ama os mortos.  Não chego a tanto, mas que os invejo, isto sim, igualmente, invejo-os bastante.

Minha mãe gerou-me infeliz.  A felicidade na infância é enganosa...
A revolta que tenho sentido , nestes últimos tempos, é tão grande, que quando mais a vida passa, menos gosta daquela que me colocou no mundo.
Meu desespero e a ânsia de deixar este mundo, é grande!
E vivo nele, há 62 anos!

No sábado passado, conversei com o primo, a respeito do meu descontentamento na fazenda.
Não deu pra falar tudo que eu queria, mas deixei claro que não gosto de depender dele, chegando até a afirmar que, quando uma pessoa depende da outra, mesmo que tal pessoa não a humilhe, ela se sente humilhada.  O censurei pelo fato dele , por duas vezes, dizer, ao lhe pedir dinheiro para comprar mantimentos: "outra vez".  Ele falou que não brincará mais assim.

As contrariedades na fazenda continuam a me atormentar:  problema no fogão, privada enguiçada, suposta cachorrinha abandonada querendo que eu a adotasse; a volta dos morcegos; o frio intenso, num lugar que o sol quase não bate na parte da manhã, devido as árvores não deixarem e falta de forro na casa...

Gostaria, ah como gostaria , de sair da fazenda, nunca mais pisar lá; desejaria nunca mais ver meu primo, nem sua esposa, etc...
Enquanto isto não acontece, continuo sonhando com a dádiva da morte e curtindo a grandeza da música.


sexta-feira, 18 de maio de 2018

Finalmente ficarei sem um lar?(2)

Por (mais) uma coincidência, agora, há pouco, quando eu esperava a abertura da biblioteca, o primo passou de carro, com a sua esposa, chegando a me convidar para almoçar... Não aceitei o convite, claro.  Lhe avisei que precisava de conversar com ele, que perguntou se algo estava me aborrecendo.  Minha resposta:  "Amanhã a gente conversa.".

E o caseiro, mais uma vez, falou comigo que irá pedir demissão...
O subalterno e o primo que vive de favor, ambos querendo irem embora...

O primo tem mania de enrolar a gente, como vive enrolando o caseiro.  Portanto, pode ser que não conversaremos nesta semana.  Não dá para saber, caso conversarmos, qual seria sua reação.  De repente, já enfarado das minhas reclamações, ele poderia aceitar de pronto a minha partida da fazenda.

Duvido, caso ele me convença de ficar na sua propriedade, que suas atitudes possam mudar, ainda mais no tocante às infelizes brincadeiras.  Brincadeiras de mau gosto são como uma doença, das incuráveis.

Na próxima semana, pretendo ir até um asilo da cidade, explicando minha (incômoda) situação.
Contudo, acho pouquíssimo provável, mesmo havendo vaga, de eu ser aceito no asilo, devido a minha não convencional personalidade.  Pretendo revelar como sou, o que gosto, o que não gosto; coisas sempre escritas no meu blog. O asilo é religioso; eu sou ateu...
Duvido, se eu for aceito, dar certo  minha permanência no recinto.

Todos sabem que num asilo há regras, que os quartos são coletivos, que não há bebida alcoólica, que  costuma a haver festinhas, não daria para escutar meus discos...

Por incrível que pareça, seria melhor morar na rua, com todos incômodos que isto traz.
Também não me adaptaria.  Mas, estou disposto.
Espero ter sorte de arrumar um comodo, em que eu possa deixar minhas coisas, incluindo meus amados discos e os sons.

Posso até morrer de hipotermia, o que não é nada agradável, contudo melhor morrer rapidamente do que morrer aos poucos, como estou morrendo na fazenda do primo.

NOTA:  Não sei ao certo se volta a postar, na próxima semana.  Ainda estou enfarado de frequentar a biblioteca.  Postei hoje, simplesmente, pelo fato inusitado.

Finalmente ficarei sem um lar?(1)

Gasto, aproximadamente, 200 reais com mantimento, por mês.
Chego perto do primo e peço o dinheiro para fazer as compras.

Já falei com ele , que fico sem jeito por lhe pedir dinheiro.  Ele nada responde.
Aparentemente, não me dá a grana de má vontade; chegou até a falar que gasto pouco.
Contudo, as brincadeiras, as malditas brincadeiras!
Há poucos meses, quando lhe pedi o dinheiro, ele falou: "Outra vez?!"
Lhe chamei a atenção, lembrando que fico constrangido de depender dele e ele ainda diz coisas assim...

E, na semana passada, novamente, ele falou, ao eu lhe pedir grana: "Outra vez?!".
Lhe dei outro "puxão de orelha"...

Bem, creio que isto , pra mim, foi a gota d'água para eu ir embora da fazenda.

Até ontem de manhã, eu pensava somente em conversar com ele, afirmando que se ele voltar a falar o "Outra vez?!", eu não pedirei mais dinheiro pra ele e iria embora da sua propriedade, falando ainda mais coisas, como o desgosto que tenho por morar em sua fazenda e depender dele.

Porém, ainda ontem, de tarde, tomei a decisão de lhe falar que irei embora da fazenda, sendo, como disse acima, a gota d'água a sua "brincadeira" de mau gosto.

Na conversa , pretendo falar tudo mesmo que me incomoda na fazenda, até mesmo sobre a sua megalomania e chatice, além do fato dele ser mais chato ainda do que o antigo patrão da outra fazenda, marido da minha prima.

Falaria que ao ele me acolher, fiquei uns tempos sem saber qual seria meu destino na fazenda: eu seria seu empregado ou viveria de favor?  Não me tornei seu subalterno, e tencionava(tenciono) em revelar que eu não gostaria que ele fosse meu patrão, já que explora de seus subalternos...


Falaria que, de todos os serviços de que já executei na vida, o mais chato e idiota é o de rastelar folhas... que não suporto nem olhar para o quintal, onde limpo as folhas.
Falaria do meu ódio de morar numa casa sem forro.  E, depois de alguns etcs, eu terminaria dizendo  que prefiro passar fome do que morar na fazenda  dependendo dele.  Eu não pouparia nem o seu xodó, a sua amada esposa...

...continua...

Coincidências e esperança

Na Copa do Mundo de 1970, a seleção uruguaia foi semifinalista.
Na ocasião, os uruguaios, lembrando que a seleção uruguaia foi campeã nos anos 1930 e 1950, creram que ganhariam a contenda em 1970.  De 20 em 20 anos, campeões... Mas, quem levou a Copa foram os brasileiros.

Minha mãe faleceu aos 67 anos.  Meu pai, com 67 anos, perdeu a noção de tudo, acometido por Mal de Alzheimer.  O primo, que hoje me sustenta, tem 67 anos.  Por mais coincidência, nasceu no mesmo dia e mês em que minha mãe nasceu: 8 de dezembro.
Já pensei, por diversas vezes, que ele pode ficar doente, ter coisas como um AVC, sofrer um ataque cardíaco, ficando acamado, sofrer um acidente de trânsito e, até mesmo, simplesmente, morrer.   E quem me sustentaria se ele ficasse incapaz de se locomover e até mesmo de raciocinar?

Bem, mas nem tudo no mundo é ruim, há coisas boas e a esperança, como muitos dizem, é a última que morre.
Poucos dias atrás, deitado, rolando na cama, de madrugada, me lembrei de mais uma incrível coincidência:  minha avó materna faleceu em 1998; minha mãe se foi em 2008.  E estamos em 2018.  Quem sabe, este será o ano que morrerei, finalmente?  Espero que sim.