Total de visualizações de página

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Crueldade(3)

Também não perdoo meus inimigos/desafetos, e isto não me incomoda.
O que me incomoda é a lembrança deles... pior ainda, a presença dos mesmos.

Como é bom nos livrarmos de nossos inimigos.
Há meses, cheguei a falar com o caseiro, da fazenda do primo, que se alguém chegasse pra mim e dissesse que a prima e o seu marido(os patrões anteriores) tivessem morrido, eu pensaria que já foram tarde!
Dizem que isso é pobreza de espírito, inclusive o próprio marido da prima, que acabei de citar, pensa assim.  No entanto, ele é um sujeito cheio de mágoa, que adora falar mal dos outros, é inconveniente, tagarela, fofoqueiro, intrigante...  Isto é ser nobre de espírito?

Ah, falando no caseiro, voltamos a conversar.  Na realidade, ele que puxa papo comigo.
O ódio passou,mas não gosto mais dele.  As circunstâncias me obrigam a conversar com ele.
Sou tão cruel, que cheguei a pensar em matá-lo, em ficar satisfeito caso soubesse de sua morte.

Minha crueldade é tamanha , que , em 1991, comprei uma faca, tipo punhal, para usá-la num colega de serviço, depois duma forte discussão que tivemos.
Não precisei usá-la, porque ele parou de me encher a paciência, no entanto, a usei ao me desentender, na rua, com um sujeito barra pesada/marginal, em 1996, exatamente uma semana antes de eu completar 40 anos de vida.  Ele com um facão, eu com outro.  Mas, a turma do deixa disto evitou o pior.
Pior ainda, eu estava com uma pequena garrafa de plástico, com álcool e uma caixa de fósforo.
Isto mesmo: eu pensava em usar nele...  E pensei muito antes de fazer tal coisa...

E é sério, não tenho ficha policial. Felizmente, nunca conheci uma delegacia, nunca fui internado em clínica de doentes nervosos e não tomo remédio controlado.
Porém, sou muito nervoso, rancoroso e cometi muitos erros durante a vida, que me envergonham.   Não tenho vergonha de odiar, mas tenho vergonha de errar.

O ser humano, incluindo eu, claro, é muito mal feito.
Se eu fosse o criador e tivesse tantos filhos tão maus feitos assim, eu teria vergonha e ficaria desolado com tanta maldade, tanta crueldade no mundo.

Quanto a mim, só queria   ter minha internet diária de volta, continuar a comer , beber e ouvir meus rocks.  Ah, os amados rocks!  Da coleção de 1238 que vendi para o calhorda(ele é outro que pensei em matar) , dono de uma loja de discos, já estou com 606, todos em mp3, adquiridos graças aos maravilhosos blogs de rock.

Então, eu só queria o que acabei de dizer, no parágrafo anterior, além de, evidentemente, querer viver em paz, sossegado, evitando ao máximo o contato humano.
Acho que quero demais, não?  É,além de cruel, devo ser louco também, não?rs

Crueldade(2)

Colocando fogo em crianças; comprando arma para matar seu próprio pai...
Feminicídios intermináveis...
Famílias desestruturadas...
Terrorismo a matar inocentes...

O tempo passa e o mundo continua pior.
No post "Onde ele estava com a cabeça?"(http://isolamentotal.blogspot.com.br/2015/05/onde-ele-), mais uma vez, digo que se foi um deus que criou o ser humano, não somente ele, como também os animais, cometeu um erro crasso.  Bem, mas pode ser que o criador se diverte com tanto caos existente na Terra, assim como nos divertimos ao assistirmos filmes, novelas, ao pularmos como macaco vendo futebol...

Quanta crueldade humana, não?
Ah, mas existem os altruístas.
E o que seria dos altruístas se não houvesse os necessitados, os que sofrem?
A crueldade gera empregos...
Um menino sonha em ser policial; outro já pensa em ser bandido...
O que seria dos médicos se não existissem os doentes?
E daí afora...

Bem,  não sou altruísta.  Sou egoísta? Alguns dizem, minha própria mãe dizia. Mas, na verdade, sou individualista, o que é diferente.
No entanto, acredito que eu também sou um sujeito cruel.

Dizem que não se deve querer mal ao seu semelhante, que devemos perdoar as ofensas, as injustiças, as quais somos vítimas.  Devemos ignorar os ruins, relevar às maldades alheias, afinal existe polícia e Justiça, que podem cuidar dos maus, dos infratores.
O poeta alemão Heinrich Heine não pensa assim.
Eis seu pensamento:

"Minha  disposição  é  a  mais  pacífica.  Os  meus  desejos  são: uma  humilde  cabana  com  teto  de  palha,  mas  boa  cama,  boa comida,  o  leite  e  a  manteiga  mais  frescos,  flores  em  minha janela e algumas belas árvores em frente de minha porta; e, se Deus quiser tornar completa a minha felicidade, me concederá a  alegria  de  ver  seis  ou  sete  de  meus  inimigos  enforcados nessas  árvores.  Antes  da  morte  deles,  eu,  tocado  em  meu coração, lhes perdoarei todo o mal que em vida me fizeram. Deve-se, é verdade, perdoar os inimigos – mas  não antes de terem sido enforcados.”

... continua...

Crueldade

Cumprindo Sentença(Justin Hayward)

Eles me dizem que o sol aparece em cada manhã.
Eles me dizem que existem pessoas pelas ruas.
Mas por que a vida é tão cruel?

Eles me dizem que o homem está no topo
da criação.
Ele toma o seu lugar como um rei sem coroa
do mundo.
Mas por que o homem é tão cruel?

Ele está cumprindo sentença.
Não é um crime?
Ó Príncipe da Paz, nós
precisamos de você agora.
Dê-nos um sinal, para mostrar-nos como.

Trancado em seu quarto, o amante
chora a traição dela.
Parece que todo amor, possui traição também.
Mas, por que  o amor é tão cruel?
Não é uma vergonha?
Ele levou a culpa.
Parece que este velho mundo tem perdido
seu caminho
no tão dilacerado e conturbado  dia a dia.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Ainda não foi desta vez

Na última sexta-feira, à noite, poderia ser mais um dia rotineiro na minha vida: a mesma pinga com mortadela, no lanche; lavagens das vasilhas: dentes escovados, banho tomado e o tão prazeroso ato de ouvir música...

Comecei ouvindo um dos conjuntos que mais gosto, Amon Dull 2, que é um grupo muito alegre, divertido e louco. Depois, ironicamente, sem intenção de tal, ouvi a banda Happy The Man, cuja tradução é algo assim: Feliz O Homem...
E pintou uma tonteira...

Pensei em se tratar de labirintite.  Devo ter tido problema no labirinto, umas 5 vezes, no decorrer da minha vida.  A primeira foi nos anos 80, e foi a pior, terrível!  A última em 2004, se não me falha a memória.

Rapidamente, pensamentos vieram na minha mente:
super mal humorado, bastante irado, dono de uma descrença total... até que havia demorado a surgir uma doença...

Ao mesmo tempo que fiquei preocupado da tonteira piorar e descobrirem(eu não pretendia falar sobre isto com ninguém), o que poderia até resultar em internamento, fiquei também na esperança de , finalmente, descansar, partindo desta pra outra melhor, saindo de vez deste vale de lágrimas, abandonando pra sempre este mundo cruel.

A tonteira durou aproximadamente uma hora.

Pode ter sido um alerta para eu me acalmar, já que estresse ajuda muito a pintar coisas como labirintite.  No entanto, continuo super irado...

A tonteira pode ter sido por diabetes, anemia.
Não tenho lá me alimentado muito bem.  Tenho bebido quase dois litros de pinga semanalmente.  Me pesei , na semana passada: 51,5 Q. pra 1,72 de altura...

Seja como for, ainda não foi desta vez em que me livrei deste mundo.

I don't fear the reaper.

(Não Tema) A Morte(Ceifador)(Donald Roeser)

Todos os nossos momentos já vieram

Aqui, mas agora eles se foram

As estações não temem o ceifador
nem o vento, o sol ou a chuva
E nós podemos ser como eles são
Venha querida (Não tema o ceifador)
Querida pegue a minha mão (não tema o ceifador)
Seremos capazes de voar (não tema o ceifador)
Querida eu sou seu homem

La la la la la la
La la la la la la

O dia dos namorados acabou
Aqui, mas agora eles já se foram

Romeu e Julieta
Estão juntos na eternidade (Romeu e Julieta)
Quarenta mil homens e mulheres todos os dias (como Romeu e Julieta)
Quarenta mil homens e mulheres todos os dias (redefina felicidade)
Outros quarenta mil vindo todos os dias (e nós poderemos ser como eles)
Venha querida (não tema o ceifador)
Querida pegue a minha mão (não tema o ceifador)
Seremos capazes de voar (não tema o ceifador)
Querida eu sou seu homem

La la la la la la
La la la la la la

Amor de dois é um
Aqui, mas agora eles já se foram

Veio a última noite de tristeza
E estava claro que ela não poderia prosseguir
Então a porta se abriu e o vento apareceu
As velas foram assopradas e então desapareceram
As cortinas voaram e então ele apareceu (dizendo 'não tenha medo')
Venha querida (e ela não temia)
E ela correu para ele (então eles começaram a voar)
Eles olharam para trás e disseram adeus (ela se tornou como eles são)
Ela tinha pego a sua mão (ela se tornou como eles são)
Venha querida (não tema o ceifador)

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

"Ele tem uma grande depressão"

No último final de semana, o primo me falou que havia acabado de conhecer, por acaso, a faxineira da biblioteca, onde  uso a internet.
Ele falou que a achou muito legal e que ela parece gostar de mim.

A  faxineira só trabalha na biblioteca na parte da manhã.  Por isto, não a vi na última segunda-feira, quando usei a internet.  Hoje, de manhã, agora, ao me deparar com ela,
comentamos sobre o encontro que ela  teve com meu primo e a sua esposa.

Segundo ela, os três falaram muito de mim.
O primo se preocupa muito comigo, demonstrando ter bastante apreço com a minha humilde, frágil e infame pessoa(rs).
Continuo sendo muito grato a ele, se não fosse o mesmo , eu estaria sem lar e passando fome.

Os três comentaram sobre  a minha solidão, o quanto gosto de viver sozinho.
A mulher do primo disse que eu tenho uma grande depressão.  Ela disse também que tem pena de mim, devido a isto.  Respondi à faxineira que sou digno de dó pelo fato de ter falido, de viver de favor e por já ser um idoso, mas não pelo fato de gostar de viver sozinho.
E não duvido de me taxarem de ignorante, mas questiono muito o lance de depressão ser uma doença.  Inclusive acabei de ler um artigo de um psicólogo , em que ele afirma que depressão não é uma doença.

Me lembrei que quando eu trabalhava numa multinacional, e estava com uns 25 anos, uma secretária, segundo um colega de serviço, comentou sobre mim:  "coitado dele, sempre sozinho".  Ela deveria ter dó de mim é quando estou acompanhado.rs
É vero, os melhores momentos que passei na vida foram sozinhos.
No entanto, não posso esquecer, de forma alguma, uma ótima companhia: um aparelho de som  e uma coleção de discos.  Ah, a internet , igualmente, é gente boa(rs).

Mas, é isto, os que têm bom coração têm pena de mim, já que sou um doente deprimido.
Tenho quase certeza que o caseiro e sua mulher pensam como a esposa do meu primo.
E os que têm o coração duro, logicamente, não estão nem aí.

Faço parte de uma minoria, que não se ilude com o Véu de Maia, que deixa a grande maioria da população da Terra cega, a acreditar em felicidade, a ter perspectivas de um futuro promissor.

Bem, pelo menos , o doente que voz fala tem alguém que olha por ele, que tem compaixão por sua pessoa.  Sem ironia, agradeço muito ao primo, à sua esposa, a faxineira e as duas funcionárias da biblioteca, que tão bem me tratam.
Opa, a esposa do primo não é lá muito tratável... mas , tem pena de mim, não é?

Quem tiver curiosidade, que leia um texto publicado no meu blog, há anos: http://isolamentotal.blogspot.com.br/2014/06/instinto.html.
E segue também o texto do psicólogo , que afirma que depressão não é doença: https://www.publico.pt/2002/11/29/jornal/depressao-nao-e-uma-doenca-176994

OBS.:A faxineira é deprimida, bem deprimida; toma remédio controlado, dá ataque de histeria e tentou o suicídio, algumas vezes.  Ela diz ter vontade de morrer.  Queixa bem mais da vida do que eu queixo.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

New Born Child(Criança Recém Nascida)

É comum eu escutar discos, que baixei e gravei na internet, em mp3, há anos,e a ao (re) ouvi-los , ter a sensação que estou os escutando pela primeira vez.  A memória não é mais a mesma.  A velhice chegou.

Neste final de semana, ao ouvir discos do conjunto austríaco Eela Craig,fiquei surpreso com a introdução da primeira música, "New Born Child"(Criança Recém Nascida) .
A criança, ao nascer, não chora , berra... gritos de pavor.
Exagero?  Humor Negro?
Infelizmente, o mais correto seria berrar mesmo, gritar de pavor...
E, no decorrer da vida, o horror continua...  Ah, como tenho gritado!
E grito por dentro também, com intensidade!

Acabei de receber um e-mail de uma amiga virtual, a qual tenho muito apreço.
Uma amiga que me diz palavras de conforto, que me escuta, que até, pode se dizer, tem paciência comigo.
Uma amiga que me entende?
Bem, aí são "outros quinhentos"rs.

No e-mail, ela que há anos troca e-mails comigo, diz que é interessante meu modo de pensar, que meu senso de humor é ótimo(?!), faço brincadeiras inteligentes(?!), não pareço uma pessoa chata, que tenho empatia com as pessoas(?!) e que meu jeito de ser não combina com as pessoa que gosta de ficar só e se incomoda com a presença de outras.
Ela termina, perguntando: "o que te aflige?".

Talvez uma das muitas coisas que me aflige , seria a incompreensão de muitas pessoas, o fato delas não me entenderem.

Tenho rido só quando estou no mundo virtual, usando o "rs".  Eu rio, mas não rio. Entenderam?

No entanto, bem mais que a incompreensão alheia, o que mais me aflige é viver num planeta chamado Terra.  Será que o próprio layout do meu blog , já não responde o motivo de tanta aflição?  Será que estou fazendo tipo?

No meu aniversário de 60 anos, passado na fazenda do casal 0, não cantaram parabéns pra mim.  E a prima, que adora presentear os outros, inclusive me presenteou no Natal, nada me deu.  Quando o casal, depois do meu aniversário, foi embora pra BH, notei que haviam esquecido uma melancia, fruta que adoro e há  muito não comia.
E no dia do meu aniversário, o marido da prima, quando viu minha pressa de ir para o meu canto e almoçar, falou para que eu comesse pouco, que ele faria uma comida mais caprichada , mais tarde, que eu compartilhasse tal comida com eles(a prima, nossas duas tias e ele).
No entanto, não compartilhei...
Certamente, achando um desaforo meu isolamento,a prima nada me deu de presente, não me deu melancia e nem bolo(ela tem o costume de comemorar o aniversário de outrem com bolo).

Ontem, o dia até que não foi ruim... Por que não foi ruim?
Porque não tive contato humano...

Sou cheio de medos e talvez meu maior medo seja o medo de gente.
E, infelizmente, minha mente obsessiva não para de ter maus pensamentos.
Pro meu azar, continuo colhendo desafetos, como o nefando caseiro da fazenda do primo.

A citada amiga virtual gosto muito, assim como gosto de uma das atendentes da biblioteca da cidade interiorana e de algumas pessoas que moram aqui.

Acredito que , pelo menos, uns 5% da população da Terra são pessoas boas(e tem gente que me acha pessimista-rs).
Pena que no meu dia, na vida pessoal, é mais comum eu conviver com tralhas.

Pra quem ainda não me entendeu, jamais gostarei de um mundo em que não se consegue viver sem problemas e sem dinheiro, um mundo tão instável e imprevisível, desigual, injusto, perigoso...

Enquanto isto, a criança velha aqui, continua a berrar, a gritar de raiva, de pavor...


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O Sr Destino deu, depois tirou

O Sr Destino costuma nos dar e depois tira.

Não há como esquecer os primeiros dias em que passei na roça,mais especificamente os vinte primeiros.  E olha que apareceram problemas neste ínterim.  Ainda assim, gostei desses dias.  Minha vontade de morrer até que passou um pouco.  Cheguei até a falar com a minha prima que eu gostaria de viver mais uns 6 anos(eu estava com 59 anos, na ocasião).

A vontade de viver mais tempo passou rápido.  A vontade de morrer voltou.  Claro que isto foi devido a sucessão de problemas.  Contudo, pra mim, o saldo na minha permanência na fazenda era mais positivo do que negativo.
Apesar dos pesares, eu gostava de lá.

E repito que o que mais me agradava na fazenda era a falta de contato humano.  De segunda a sexta , eu não me deparava com nenhum mortal.

O cunhado do marido da minha prima só aparecia na fazenda, nos sábados, indo embora aos domingos.  O casal 0 aparecia de 15 em 15 dias, sendo até mais comum aparecerem de três em três semanas.

Cheguei até a falar com eles, algumas vezes, do bem que eu sentia em ficar sozinho, no campo.
Um dia, o marido da prima falou: "é, mas assim que o galinheiro ficar pronto, eu ficarei com mais frequência na fazenda e você vai ter que se acostumar com isto".

Quando faltavam poucos dias para eu completar um ano morando na fazenda, o marido da prima apareceu, numa sexta-feira, à tarde; indo embora na quarta.  Ele apareceu sem sua esposa.
Foi com intuito de concluir a construção do galinheiro.
E o começo do meu fim , na fazenda, foram nesses dias.

Na sexta-feira, à noite, ele criticava minha postura, na fazenda, mais especificamente na conduta pessoal, como minha falta de empatia com seu cunhado, minhas reclamações, etc...
Eu me defendia...  Ele começou a levantar a voz, o que lhe chamei atenção.  Ele respondeu que não estava falando alto, mas baixou o tom de voz.
Acabei por falar: se vc e sua mulher não estão satisfeitos comigo, podem me mandar embora. Não quero ser um estorvo pra vocês.  Ele falou que não pensavam em me dispensar...
Na quarta-feira, acho ruim com ele, por causa de suas brincadeiras.
O inferno começou...

No final, me desentendi com a minha prima.

A ótima sensação de solidão que eu sentia na fazenda da prima, nunca senti na fazenda atual.
Pra mim, o local nem parece bem uma fazenda.  A rotina de arar, plantar... ora há muitas plantações, ora nada há.  A visão do trabalho do caseiro, muitas vezes acompanhado de sua esposa e filhos e o J.B., também, é enfadonha.  Minha dependência é maior...
Só sinto a presença da minha amada solidão, quando estou dentro de casa, mesmo incomodado por  insetos e morcegos.

Mas, se eu permanecesse na fazenda da prima, minha situação estaria pior ainda, já que seu marido, segundo ouvi, está, praticamente, morando lá, ao que parece entusiasmado com o galinheiro sofisticado , que criou.
Tolerar seu papo ruim, suas brincadeiras de péssimo gosto, seria um verdadeiro martírio.
Certamente, que nos desentenderíamos, podendo haver agressão física ou, até mesmo, morte.

O Sr Destino deu, depois tirou.  Mais uma ilusão, a se tornar desilusão.
Pelo andar da carruagem, nada mais de bom ganharei do Sr Destino, que não quer me dar alegria, sossego e paz.  Revolta, tristeza, desânimo, cansaço, descrença e ódio permanecem, infelizmente.