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segunda-feira, 19 de junho de 2017

E a tristeza...

A Tristeza Corre Profundamente

Eu tenho o sonho na palma da minha mão.
Mas, se eu cair da corda bamba, em qual lado aterrizo?

Insegurança e liberdade; é um caminho estreito.
Não sei o que ela quer agora, porque eu tenho esquecido como rir.

Pensamentos assustadores, se espalham em minha mente.
Traição e miséria; coisas que foram ditas, profundamente
frustrante.
Dentro de mim, a tristeza corre profundamente.

A única libertação da tortura chega quando estou adormecido.
Todos estes sentimentos estão presos profundamente...
Para você é uma piada, agora que não tenho lugar pra me esconder.

Envie alguém para me ajudar.
Eu estou solitário e amedrontado.
Eu iria acumular ...
minhas emoções estão descobertas.
Meus pontos fracos foram notados,
colocados fora para o uso futuro.
Ela diz que me ama, mas endurece
a mordaça.(Composta por Dave Brock; traduzida por Roderick Verden)


Um doente convivendo com gente sadia

Um dia antes da festa junina, avisei ao primo que eu não iria participar da festa; que eu iria ficar "preso" em casa o dia inteiro.
Aparentemente, ele compreendeu.

E ainda disse a ele que não gostei quando o mesmo falou que levanto mais cedo pra ficar mais tempo à toa.  Ele disse que foi brincadeira, que irá parar de brincar.

Falei que depois de eu ter perdido o pouco que tinha, como a internet, o computador, a venda dos meus discos, não há como eu voltar a ter alegria na vida.  E disse: já pensou se vc perdesse todas as posses que tens?  Ele, mais uma vez, aparentemente, concordou.

Gostei da reação dele, o que me deixou, claro, mais tranquilo.

Quanto a festa, foi um verdadeiro terror.  E eu havia me esquecido dos foguetes.
Para cada foguete soltado, eu me sentia como se estivesse levando um soco na testa e uma facada no peito, direto no coração.

Eu havia falado com o primo que tomaria calmante, dado por um morador da cidade interiorana.  Mentira... falei isso para que se o mesmo , ou outra pessoa me chamasse, eu não atenderia, pois estaria dormindo...  Na verdade, minha intenção era, caso não suportasse o barulho, encher a cara de pinga e apagar...

Um pouquinho antes da orgia, perdão, da festa começar, eu lanchei, como sempre faço diariamente:  pingas acompanhadas de tira-gosto.  E de nada adiantou eu tomar um suco com um maracujá gigante.  Não tive sono e fiquei muito irado com a bagunça.

Pouco tempo depois do começo da festa, três irmãos do primo(duas mulheres e um  homem), me chamaram ... aleguei que havia tomado calmante, que não gosto de festa junina, que eu estava grogue ... me desculpei...

O barulho, junto com minha ira só aumentava.
Resolvi tomar quatro doses de pinga, num copinho pequeno.  Nada de me acalmar, nada de dormir... Então, tomei um copo grande de água com açúcar.  Pouco depois, consegui dormir, mas junto com o final da festa.

Ontem, meu primo, acompanhado com um de seus ajudantes, o J.B., me procurou, querendo saber como eu estava.  Reiterei que não gosto de barulho... falei sobre os terríveis foguetes.
E o J.B, cuja idade regula com a minha, afirmou que adora soltar foguetes.
E ainda falei que se existir céu e inferno, no primeiro há quietude, silêncio; no segundo é repleto de barulho, com coisas como carnaval, futebol, festa junina, pagode...

Pelo que constatei, parece que sou a única pessoa aqui, da cidade interiorana, que não gosta de festa junina.

Na festa junina, é queimado o Judas.  Certamente, meu filme também deve estar queimado, já que cometi a heresia de não participar do evento, nem ajudando nos preparativos.  Acredito que a mulher do primo não deve ter gostado nem um pouco da minha atitude.

Paradoxos, eu, um sujeito doente, convivendo com gente sadia.
"A soma de barulho que uma pessoa pode suportar está na razão inversa de sua capacidade mental."

Talvez eu me afaste por, aproximadamente, um mês.
Por alguns motivos, tenho pensado em ficar uns tempos sem vir na biblioteca.
Outro fato é que meus posts estão muito repetitivos.
Se aparecer alguma novidade, posso voltar a postar, até mesmo nesta semana... depende...

Quero mudar um pouco a rotina, até mesmo nos dias em que saio de casa, pra comprar mantimentos na cidade interiorana.

Então, caso alguém fizer algum comentário, no blog, e eu demorar a responder, é pelo motivo que acabei de citar.
Voltando a usar a internet, responderei a todos os comentários, a não ser que tenha ocorrido algum imprevisto.
E o único imprevisto que seria bem vindo, é a morte, a minha tão sonhada morte.

Afinal, sou Roderick.

E Madeleine está morta.

Sou Verden.


E Ligeia, igualmente, está morta.


terça-feira, 13 de junho de 2017

Saindo da M. e entrando na B.(2)

Ontem, logo depois de eu ter lanchado e lavado as vasilhas, peladão, pronto pra tomar um banho, começa uma forte chuva acompanhada de trovões. Tive que cancelar o banho...
Como sempre, comecei a gritar, xingando.

Dormi muito pouco.  Só consegui mesmo dormir depois de uma hora da manhã.

Devido a chuva, pensei em cancelar minha vinda na biblioteca da cidade interiorana. Mas, mudei de ideia.

Estou com problema na biblioteca.  Durante muito tempo, haviam duas funcionárias e uma faxineira.  As duas funcionárias , não conversavam uma com a outra, não se suportavam.
Uma delas é bem geniosa, segundo a faxineira, antipatizada por todos.  Já a outra é uma pessoa muito agradável.  Tanto ela como a faxineira, parecem gostar de mim, me tratando com muita consideração.

A outra funcionária foi transferida- a contra gosto- para outro setor.  Fiquei sabendo, através da outra funcionária e da faxineira, que ela, que tem fama de falsa, andou falando mal de mim.

Com sua ausência, ela que é de lua e era uma pessoa a qual eu não ficava à vontade, poderia se imaginar que o ambiente na biblioteca melhoraria... bem, para a outra funcionária e para a faxineira, melhorou muito... mas, pra mim, piorou!

No lugar da geniosa, está uma irmã da outra funcionária.
Desde o dia em que a conheci, não me simpatizei com ela, que é do tipo de pessoa mandona, que não costuma a agradecer, pedir desculpas e nem pedir por favor.
E, ontem, achei que ela passou dos limites. Por pouco não discuti com ela.

Hoje, de manhã, em casa, pensei em relatar tudo para a sua irmã(o horário de trabalho da mandona é de 12 às 15 horas).
Mas, agora, ao me deparar com a funcionária, fiquei sem jeito...

Tenho o costume de vir na biblioteca duas vezes por semana.  Ultimamente, tenho vindo na segunda-feira, à tarde, e na terça, de manhã.  Entretanto, pretendo parar de vir à tarde, claro que para evitar ver a mandona.  Porém, às vezes, ela trabalha na parte da manhã, substituindo sua irmã...

Fico muito sem jeito de falar tal coisa com a funcionária, que , falando sério, me trata com a maior consideração.  Já ando mais que cansado de discutir, brigar, de ficar a chamar a atenção dos outros.  Mas, tenho praticamente certeza que caso continue a conviver com a mandona, brigarei com ela.

Já me desentendi com diversas pessoas na minha vida, que quiseram me fazer de empregado, pessoas folgadas, mandonas, entre elas, meus pais, meu único irmão , sua filha e sua esposa.

Suspeito que certas pessoas, pelo fato de eu ser franzino, muito gentil, tímido e acanhado, acreditam que sou bonzinho, humilde demais, bobo, na verdade, e começam a me tratar indevidamente.
O que a irmã do meu primo falou de mim, comigo, há poucos meses, é revelador:  "você é uma pessoa muito humilde".  Se meus falecidos pais, meu irmão, minha ex-esposa, a ex-paixão LL e tantas outras pessoas, as quais convivi com uma certa frequência,escutassem isto, balançariam a cabeça, com sarcasmo.
Valendo lembrar que no dia em que pedi demissão , na outra fazenda, falei com o casal 0:
Posso ser subalterno, mas não sou submisso!

Mais um problema, a me  contrariar...

E quanto mais o tempo passa, menos gosto da fazenda do primo.

Em 1965, os Rolling Stones gravaram seu maior sucesso: "(I Can't Get)Satisfaction", que fala de uma pessoa que não consegue ficar satisfeita, que tenta e tenta, mas não consegue satisfação.
Tentei muito também, mas não consegui.  Estou cansado de tentar... não quero mais insistir.
Estou de saco cheio de tudo!!!!

Saindo da M. e entrando na B.

Creio que foi ainda nos anos 80, eu estava numa festa no apartamento dos meus ex-patrões da fazenda em que eu morava anteriormente.
Evito ao máximo ir em festas, mas nessa eu fui.

Naquela época, o bobão aqui tinha muito apreço pelos dois irmãos da minha ex-patroa, meus primos.  Considerava-os amigos e pensava que eles também me consideravam assim.
Eles estavam na festa, assim como meus pais e meu irmão.  Foi, de fato, uma festa de família.

Conversando com meu ex-patrão, os dois primos e acho que até com a presença do meu irmão, eu, não muito pessimista como de costume, falei que a vida durante a adolescência e pós, é uma disenteria(fezes com sangue), pra depois melhorar um pouco, se tornando uma diarreia(fezes mole).  O ex-patrão disse que a minha contestação era bem pessimista.

Contudo, na verdade, falando chulo, a vida é um eterno sair da merda pra entrar na bosta.
Bem, pelo menos comigo sempre foi assim.

E já constatei que ao sair da fazenda da filha do irmão mais velho do meu pai e passando a morar na fazenda do meu primo, saí da merda pra entrar na bosta.

Ontem, ao chegar em casa, me deparei , bem perto do local onde moro, com um círculo de tocos de madeira, tendo na parte central uma montanha de lenhas.  Já começou os preparativos para a festa junina...

Antes de eu conversar com o primo, revelando que não tencionava participar da festa, que eu ficaria o dia inteiro "preso" no meu barraco, o caseiro o avisou.
Até agora, parece que o primo não ficou aborrecido comigo. Mas, vamos ver como fica, já que no último domingo, ele estava com uma gripe muito forte, mal aguentando falar...

Pretendo ainda falar com ele muitas coisas, a respeito da minha situação na fazenda.  Quero mostrar ao mesmo que não estou satisfeito, embora ainda agradecido por ele ter me acolhido(rima involuntária).  Que não tenho motivo para estar contente, pelos motivos que vivo a expor no blog, que não estou gostando de suas brincadeiras, que não tenho o espírito do campo e que seus comentários a meu respeito, aparentam críticas, cobranças, que não gosto.

... continua...

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Se todos fossem iguais a você

Há tempos, que te devo um post.
Você merece muito uma homenagem.

Você não é inconveniente.  Ao contrário, é bastante útil.
Creio ser impossível, para todos, viver sem você.
Ah, mas alguns vivem.

Tudo passa; tudo acaba.
E você, um dia, também acaba.
No entanto, você dura mais do que seus companheiros.
Você é econômico, é barato.

Às vezes, você agarra, se parte. Porém , a culpa não é sua.
O culpado é o  instrumento, que você tenta ajudar.

Você fica um ano, até mais que isso, do meu lado.
Quem dera se outras coisas eu comprasse de ano a ano.
Quem dera se eu frequentasse os super mercados apenas anualmente.
É que ,além de ser comodista, acho que sou mau caráter, tanto que, até mesmo em minha vida no campo, não sou muito chegado em plantar, mas gosto de colher.
Creio que até na minha interação no mundo virtual, alguns perceberam isso: não sou flor que se cheire(rs).
Aposto que uma blogueira, dona de um blog de rock progressivo, que é minha conterrânea, pensa desta forma, reconhecendo minha pequenez de caráter. E ela?  Gente boa, ótima! Nobre de caráter. Tem o gênio ruim, mas... Quanto a mim, não sou pobre só  pela falta de dinheiro, minha pobreza, igualmente, é de espírito.
Poxa, do alto do meu egocentrismo, acabei desviando o assunto...

Quem dera se todos fossem iguais a você, meu amigo(só mesmo você para eu chamar de amigo), Fio Dental.  E, hoje, como prevenção, já  que ainda resta um pouquinho de ti no meu banheiro, vou comprá-lo, num super mercado.
Obrigado por existir!  Obrigado por tudo!


terça-feira, 6 de junho de 2017

E a saudade dela?

Não sinto saudade dela?  É, dela, a última paixão da minha vida?
Bem, ela me tendo como um monstro mais terrível que o Monstro da Lagoa Negra, há três anos e meio, afirmou que morri pra ela.
Entretanto, eu gostaria que tudo fosse diferente, que voltássemos aos nossos bons tempos no principio da nossa amizade, mas com uma diferença: que ela estivesse apaixonada por mim, assim como eu estava apaixonado por ela.

Sei não, parece que sinto saudades dela, mesmo tendo ciência que nunca mais teremos contato, já que morri pra ela.  Não obstante, não morri só pra ela, morri pra todos, pra tudo, enfim, morri pra este mundo, mas, infeliz e paradoxalmente, ainda vivo nele.

     Ela prefere ele.  O cachorro é o melhor amigo da mulher.

                   E tudo isso me faz lembrar que o amor morreu.

Tudo Isso Me Faz Lembrar que o Amor Morreu(Odair José)


Minha casa verde
O meu carro branco
Os móveis do meu quarto
Meu sorriso franco

Meu jardim de inverno
O meu telefone
Meu anel de prata
Onde gravei seu nome

Tudo isso só me faz lembrar
Que você existiu, que você partiu
Tudo isso só me faz lembrar
Que o amor morreu, você não vai voltar

Um disco na vitrola
Uma luz apagada
Um cigarro entre os dedos
Uma porta trancada

Uma saudade imensa
Tomando conta de mim
Pois sem sua presença
Eu me encontrei no fim

Tudo isso só me faz lembrar
Que você existiu, que você partiu
Tudo isso só me faz lembrar
Que o amor morreu, você não vai voltar

Quanta saudade(2)

"Capela" foi uma música gravada pelo Paulo Sérgio, em 1972.  Fez sucesso.
Fácil de notar que "Quanta Saudade" foi escrita , baseada na letra da canção.  É o que sinto.
Escrevi isto na semana passada.

Apesar da infância ser a única época da minha vida em  que me senti feliz, não sinto saudades do meu tempo de criança.
Schopenhauer, mais uma vez, acertou ao dizer que as crianças são felizes porque são ignorantes.
E nesta fase sofremos.  Nosso corpo é frágil , bem suscetível às doenças; somos privados de muitas coisas, pelos nossos pais e por outros adultos.  Temos muito medo e choramos com facilidade.  Somos bem indefesos.

É, nestes 61 anos de vida, só senti saudades mesmo dos meus vinis-vendidos há três anos- e da minha internet diária.
Sem saudades da minha ex-esposa, de namoradas, ficantes, colegas/"amigos", locais de trabalho, família...

Família... e minha mãe?  O dia e o dia seguinte em que minha mãe morreu(29 e 30.08.2008) foram os piores da minha vida.  A sensação ao escutar da doutora o falecimento da mulher que me colocou no mundo, foi terrível. Nunca senti algo igual, a não ser minutos depois, quando me deparei com seu corpo sem vida... roxo. A noite foi um verdadeiro pesadelo...

Vendi minha coleção de 1.238 vinis, em 30.05.2014.  Foi bem desagradável, triste, mas não tanto , bem menos até, do que a perda da minha mãe.
No entanto, não sinto tanta falta dela, como sinto dos meus discos.
Já expliquei por aqui, que tal coisa foi pelo fato de ela e eu não termos muita afinidade, de ter faltado carinho entre nós e talvez por ela ter tido uma preferência bem maior pelo meu irmão(todo mundo notava isso).
Ou será que sofro de falta de amor e posso ter distúrbios de personalidade?

Falando em noite, ontem, dormi muito mal, muito pouco... no máximo umas duas horas.
Rolando na cama e pensando muito, me lembrei de muitas passagens da minha vida, desde os 6 anos de idade, quando me dei por gente.  Fui relembrando as diversas residências em que morei, colegas, namoradas, prostitutas, minha vida em família, os locais em que trabalhei, minhas paixões-algumas sugerindo monomania- paixões por atrizes de cinema, mulheres peladas, por rock, filmes de terror, bebidas alcoólicas.  Me lembrei de pessoas agradáveis e outras insuportáveis.
Tudo sem saudades, a não ser por meus vinis e pela minha internet diária.

Ah, a minha cabecinha esquecida... acho que é a idade...
Há quem diga que gato não gosta de gente, nem do seu dono, que o bichano gosta mesmo é da casa.  Sinto saudades de algumas residências em que morei.  Saudades das casas, não dos vizinhos.
O prédio em morei , no bairro Padre Eustáquio, por quatro anos, na minha adolescência.
Outro prédio, no apartamento da minha avó materna, no bairro Calafate.  Lá morei por três vezes; duas nos anos 70 e por uns 8 anos, na década de 90.
Mais um prédio, no bairro Carlos Prates, no qual moramos por, no máximo, 6 meses, quando eu tinha 8 anos de idade.
Uma casa, no bairro Glória, no final de 1973 até o meio do ano de 1975.
A última casa, em que morei , antes de vir pra roça, no bairro Milanez, em Contagem, de 30.12.2009 a 25.07.2015(o local que eu mais gostei de morar).
E, por incrível que pareça, a fazenda, a primeira em que morei, de 25.07.2015 a 24.08.2016.
Lugar no qual eu  passei mais tempo sozinho, longe do contato humano. E foi graças ao contato humano, que fui obrigado a mudar de lá... graças aos dois patrões, o casal 0.

Das 23 casas em que residi, só gostei com intensidade das 6 citadas.