Total de visualizações de página

terça-feira, 21 de março de 2017

Não, eu não fui feliz e não sabia(3)

O outro ano, elegido por mim como ano bom, foi 1987.
Bobagem!
Por que achei que foi um ano bom?  Porque foi o ano em que levei mais mulheres para a cama, que mais dei amassos.

Pra começar, ainda no primeiro semestre do ano, fui acometido de uma forte depressão, que me obrigou a tomar anti-depressivos(detesto, evito tomar remédios).

Eu estava perdido, sem rumo.  Como de praxe, desempregado; meu dinheiro, na poupança, estava pra se acabar. Sem objetivo, sem esperanças de encontrar um bom emprego.
Acabei por me envolver com uma mulher.  Mais uma paixão(ah, essas paixões loucas e idiotas!!!).  Era uma delícia beijá-la, fazer sexo com ela.  Porém, ela não queria compromisso; era liberal... pra não dizer  leviana...

Curado da depressão, mas ainda sem rumo, desiludido e sofrendo muito com a paixão, optei por sair como se fosse um garanhão, em busca de outras mulheres, já que não havia futuro algum com a mulher que eu "ficava".

Conheci mulheres bem interessantes.  Até que foi divertido. Contudo, uma delas se tornou minha esposa.
Juntei os panos com ela em 31.10.1987.
Os quinze primeiros dias da união foram ótimos... Depois disso, brigas e mais brigas. Brigas terríveis, que até me incentivaram a escrever um "texto", bem amargo, chamado "Feliz Natal!".

Quanto a outra, a liberal, a qual fiquei apaixonado, pouco antes de eu conhecer a minha futura esposa, foi para o Rio de Janeiro, me deixando mais frustrado ainda.

Incrível mesmo; é corriqueiro os homens dizerem que vivem em função das mulheres.
Dois anos especiais, 1987 e 1991, só por causa das mulheres.
Na verdade, tais anos não foram bons. Não existiu, por bem dizer, um ano bom pra mim.

Nós, homens, não respiramos apenas oxigênio, respiramos também mulheres.
Transamos, olhamos e pensamos nelas.  Falamos sobre elas, uns com os outros.

No meu caso, no tocante a felicidade, desde a adolescência, vivi acompanhado por aborrecimentos, por descontentamentos, colecionei perdas.
Poucas alegrias e prazeres, muitas frustrações e preocupações, com a corda bamba sempre balançando.  Mais quedas, menos ascensões.

Tudo o que gostamos nos trás aborrecimentos, problemas.
Minhas duas maiores paixões: música/rock e internet, também me deram , dão, contrariedades.
Não obstante, nelas vejo mais pontos positivos que negativos, o que me faz adorá-las.
Trabalho/emprego, namoradas/esposas, colegas/amigos, família, etc..., mais me causaram, causam, tristeza , dor e mágoa do que satisfação.

E só me resta torcer para que meu primo/pai continue a me sustentar financeiramente; não me fazendo cobranças(parece que ele não está descontente com a minha apatia, parece...), que eu continue a ouvir meus discos, comer e beber, gozando da hospitalidade desta maravilhosa cidade interiorana, com saúde, até a tão sonhada morte chegar... amém!

Não, eu não fui feliz e não sabia(2)

Em 1991, eu falava, de boca cheia, com dois colegas de serviço, que um determinado dia de fevereiro(não me lembro mais que dia), foi o mais feliz da minha vida.
Por que?  Porque consegui ter nos meus braços, com muitos beijos e amassos(rimou, heim
?), uma garota, a qual eu estava apaixonado.
No dia seguinte, fomos para um motel. Uma semana depois, mais motel...

E, durante uns anos, pensei que 1991 foi o ano melhor da minha vida.
Balela!!!
Só consegui levar a garota duas vezes para a cama. E "ficamos" por muito pouco tempo... no final, ela rejeitou o meu beijo. Além do mais, apesar do enorme prazer de ter a mulher que gostamos, em nossos braços, ela não era apaixonada por mim, apenas "ficou" comigo.  Valendo lembrar que ela não brincou com meus sentimentos, já que me revelou, antes de "ficarmos", antes mesmo  de ficar ciente sobre minha paixão, que não conseguia se esquecer do ex-namorado...  Entretanto, foi bem triste o fim do nosso caso, pois ficou patente que ela não queria mais contato comigo.  Tudo durou pouco tempo demais!

Ainda em 1991, perdi o emprego, numa firma de contabilidade, que eu gostava de trabalhar, a qual tive até um pouco de estabilidade(trabalhei lá por um ano e oito meses). Foi a única empresa, das pouco mais de vinte em que trabalhei, que gostei de labutar.
Minha saída, me desentendendo com o patrão, foi traumática; e eu previa que não me adaptaria em outras firmas, o que, de fato, aconteceu.

Neste mesmo ano, depois de onze meses separado da minha mulher, voltamos, no meio do ano. Voltei a morar com ela. Mas, em dois meses nos separamos.  Novamente, voltei pra casa dos meus pais.  Foi bem constrangedor!
Foi um ano bom?

... continua...


Não, eu não fui feliz e não sabia(1)

É comum escutarmos: "eu era feliz e não sabia".  Há até quem tem saudades da ditadura militar, que governou o Brasil, de 1964 a 1985: "Na época do governo militar, éramos felizes e não sabíamos".

Já que falei em política, me lembrei que o líder soviético/comunista, Stalin, afirmava que os comunistas eram de um feitio diferente.  Por incrível que pareça, minha humilde, fraca e infame pessoa(rs), também é de um feitio diferente, pois não cheguei a ser feliz e não saber.
Tirante, na infância, nunca fui feliz.

Minha saudosa mãe mesmo dizia que eu não dei trabalho algum pra ela, quando criança; foi à partir da adolescência que me tornei uma pessoa difícil, problemática.

Fui sortudo por ter tido uma infância feliz, já que alguns não tiveram a mesma sorte.
Contudo, não há como esquecer que as crianças são felizes, pelo fato de serem ignorantes.
O filósofo alemão, Schopenhauer, percebeu tal fato.
Aos poucos percebi que fui enganado pela vida.
E vivo a falar que o véu de Maia impede que a maioria dos habitantes da Terra, reconheça que a vida é um logro.

No post "A esquina silenciosa e o palco vazio", que gerou três capítulos(rs), revelo que na esquina, a qual morei por quatro anos, na adolescência, mesmo com problemas, brigas e frustrações, eu pensava ser feliz.  Me mudei de lá a contra-gosto, em 30.12.1973.  Muitos anos depois, é que percebi que, na realidade, eu não era feliz na esquina ,que se tornou silenciosa... morta.
A ignorância e o véu de Maia, me impediram, durante anos, de descobrir o quão infeliz foi minha saga naquele lugar.

Nos meus blogs, falei sobre os piores anos da minha vida.  Em ordem de ruindade: 2008,1998,2009.
E mais três anos terríveis, nos quais o fantasma da falta de moradia e da fome, me assombraram: 2014,2015, 2016.  Três anos consecutivos...  A alegria me abandonou de vez.

E os anos melhores da minha vida?
Vejam no próximo capítulo(rs)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Doutor, doutor, o que está errado comigo? Esta vida de super mercado está ficando longa demais

"Doutor, doutor, o que está errado comigo? Esta vida de super mercado está longa demais".
Essa é a primeira frase de uma canção do Roger Waters, "Entretidos até a morte", do álbum de título homônimo.  No disco, Waters critica com veemência a sociedade de consumo.

Os músicos de rock costumam a tocar muito no tema "doutor".
É, às vezes, temos ânsias de procurar um doutor para curar nossas feridas internas, as muitas frustrações e perdas, que permeiam em nossa vida, incluindo as feridas amorosas.

Os músicos de rock têm obsessão com o tema "lar", principalmente Roger Waters.
Ah, como é bom um lar sossegado, reinando a paz!  E como é difícil ter sossego no lar!
E temos que pagar, temos que ter dinheiro para vivermos num lar.
Eu não tenho grana, mas meu primo tem, além de ter um coração enorme, daí ele me deu um lar.

"Esta vida de super mercado está longa demais".
Quando eu morava com meus pais, as compras em super mercados ficavam por conta dos "velhos".
Ao morar com a minha mulher, fazíamos compras juntos ou separados.
No final de 1992, ao morar com a minha avó materna, eu que fazia as compras no super mercado, afinal minha avó era octogenária. Como eu ainda tinha dinheiro na poupança, eu ajudava muito nas despesas.  Aliás, a maior parte das despesas ficavam por minha conta.
E já nos primeiros meses, a vida de super mercado me cansava... estava longa demais!
Preços caros, grana curta.  Era preciso pesquisar, fazer muita economia, ficando privados de alguns mantimentos. Mas, ainda assim, não chegávamos a passar fome.
As mesmas caras... a mesma rotina, sendo que nem sempre éramos bem tratados.

Minha avó morre; passo a viver com minha mãe e o seu companheiro.  Fiquei livre de ir aos super mercados.

A querida mãe falece.  Ao morar sozinho, volta o suplício de fazer compras, tendo que fazer, como sempre, muita economia.

A sarjeta chega.  Sem outra opção, vou morar na roça.  Minha prima e seu infame marido fornecem mantimentos pra mim, comprados de super mercados.

Agora, meu primo me dá dinheiro e eu voltei a frequentar os super mercados...

Doutor, doutor, o que está errado comigo?  Minha vida está longa demais!  Já estou cansado demais, e há muito tempo!
Diferentemente de muitos, não me entretenho até morrer, entretanto, que a morte seria uma boa pedida pra mim, isto seria.

Entretidos Até a Morte(Roger Waters)

Doutor, doutor, o que está errado comigo?
Essa vida de supermercado está ficando longa demais
Qual é a vida de uma tv colorida?
O que é a vida em uma concha de uma rainha adolescente?

Ooh, mulher ocidental, ooh, garota ocidental

O caçador de noticias fareja o ar, quando Jessica Hahn cai
Ele se prende àquele símbolo de desligamento
Atraído pelo descascamento do sentimento
A celebridade de casca quebrada, a bela

Ooh, mulher ocidental, ooh, garota ocidental
Ooh, mulher ocidental, ooh, garota ocidental

E as crianças de Melrose se exibem pomposamente
Tudo está frio, no zero absoluto
E lá fora, no vale quente e limpo
Os pequenos sentam diante de suas tvs
Sem nada para pensar, sem lágrimas para chorar
Todas sugadas até o último suspiro
Garçom, o que há de errado comigo?
Por que estou tão sem fôlego?
O capitão disse, "Com licença, madame
Essa espécie se entreteve até a morte"

Entretidos até a morte
Se entreteve até a morte
Entretidos até a morte

Nós assistimos o desenrolar da tragédia
Fizemos o que nos mandaram
Nós compramos e vendemos
Foi o maior show da terra!
Mas então, acabou
Nós festejamos e comemoramos
Nós dirigimos nossos carros de corrida
Nós comemos nossos últimos poucos potes de caviar
E em algum lugar lá fora, nas estrelas
Um olheiro atento
Viu uma faísca de luz
Nosso último "viva!"
Nosso último "viva!"
E quando eles encontraram nossas sombras
Amontoadas pelos cenários de televisão
Eles investigaram tudo
Eles repetiram todos os testes
Eles checaram todas as informações em suas listas
E então o antropólogo alienígena
Admitiu que eles ainda estavam perplexos
Mas eliminando todas as outras razões
Pelo nosso triste final
Eles registraram a única explicação que restou:
"Essa espécie se entreteve até a morte"

Sem lágrimas para chorar, sem sentimentos restantes
Essa espécie se entreteve até a morte
Se entreteve até a morte

Roubo e baderna na roça

Existem muitas fazendas e sítios perto da fazenda onde moro.
Infelizmente, está comum assaltos.
Felizmente, não fomos alvo de bandidos, mas tememos. O caseiro está preocupadíssimo, principalmente pelo fato dele ter mulheres e filhos.

E ainda há os baderneiros, que frequentam sítios e fazendas, perto da fazenda do primo.
Segundo o caseiro, rola muita droga, e , no meio da orgia, as participantes das festas até dançam nuas.

Na última sexta-feira, acordei , de madrugada, com barulho de conversas e de som bem alto, dos carros que passam na estrada de terra, que fica bem perto de onde moro.
O barulho fazia a casa até tremer.

No dia seguinte, vi que aconteceu um acidente: um carro(ou camionete) trombou com a cerca, invadindo a fazenda, quase caindo no córrego.
Não vimos o carro, apenas encontramos peças do veículo.
Esperávamos que o primo desse parte na polícia, mas o mesmo não quis, alegando que a polícia nada resolve.  Ele que pagará o conserto da cerca... Assim fica pior ainda de morar na fazenda.
Que a sorte nos ajude.

terça-feira, 14 de março de 2017

Fujo de mim - Ninguém pode proibir que eu te ame - Coincidências com peixes

Myrna Fahey, nascida em 1933, falecida em 1973, uma das atrizes que mais gosto, também era do signo de peixes. Ela nasceu em 12 de março.

Elizabeth Taylor nasceu em 1932, morreu em 2011.  Outra do signo de peixes. Nascida em 27 de fevereiro.

Era muito falado que Myrna Fahey tinha uma aparência semelhante à de Elizabeth Taylor.

Elizabeth Taylor se celebrizou interpretando Cleópatra.
Minha ex-amada é fã da rainha do Egito.
Ela, com frequência, colocava fotos da atriz, personificada de Cleópatra, no seu perfil do Orkut(se não me falha a memória, no Facebook também).
Eu postava fotos do Richard Burton, intepretando Marco Antônio, beijando a Cleópatra, na pele de Elizabeth Taylor. Vale lembrar que os astros foram marido e mulher...
Vou postar as fotos aqui.

No último domingo, escutando a Rádio Itatiaia , fiquei sabendo que o cantor Wanderley Cardoso nasceu em 10 de março(ele completou 72 anos).
Curioso, pesquisei na internet o aniversário do cantor Paulo Sérgio(1944/1980): 10 de março.
E os dois pareciam amigos. Pelo pouco que pude notar, em programas de TV, Paulo aparentava gostar muito do Wanderley.
Gosto das músicas do Wanderley Cardoso, mas não tanto como das do Paulo Sérgio(o cantor que mais curto no Brasil- meu lado brega-rs).
Até a estatura dos dois era semelhante.

Um tio materno, já falecido, meu xará, era do signo de peixes.  Não sei a data do seu aniversário.  Ele era um mala! rs

Como tem peixe na minha vida!rs
E olha que gosto de peixe, contudo, prefiro bem mais carne de porco, de boi, ovos...
Não sou muito de comer peixe, afinal sou preguiçoso e pessimista, e peixe, salvo raríssimas exceções, é cheio de espinha, portanto, pode ser perigoso ingeri-lo.

Bem, eu fujo de mim, procurando esquecer que ela existe.
Ela existe... mas, pra ela, eu não existo.
E ninguém pode proibir que eu a ame.

"Mas isso era apenas fantasia
O muro era muito alto, como você pode ver
Não importava o quanto ele tentasse, ele não conseguia se libertar
E os vermes comeram seu cérebro" (Roger Waters)



                Myrna Fahey
         Elizabeth Taylor




Feliz aniversário pra ela, com muita saúde, paz, alegria e dinheiro!


Fujo de mim - Ninguém pode proibir que eu te ame - coincidências com peixes

Fujo de Mim(Alberto Luiz)

Fujo de mim procurando esquecer que você existe
As rodas do meu carro no asfalto a deslizar
As minhas mãos tremendo no volante a vacilar
O vento bate forte no meu rosto e faz lembrar
Que eu prometi que um dia ainda iria te encontrar

Casais de namorados que se beijam no portão
Alguém cantarolando a minha última canção
A porta de um cinema faz lembrar que você existe

 Fujo de mim procurando esquecer que você existe

NO SEU ANIVERSARIO O CALENDARIO VEM FALAR
Um número qualquer seu telefone faz lembrar
A minha boca há tanto tempo já sem lhe beijar
Traduz uma amargura que despensa até falar


E quando eu vou pra longe procurando me esconder
E penso em um instante que já posso te esquecer
O RADIO DIZ NUMA CANÇÃO DE AMOR QUE VOCE EXISTE.

Ninguém pode proibir que eu te ame(Paulo Sérgi/Maurileno Rodrigues)

Querem me proibir de ver quem eu amo
Querem me afastar de você
E eu reclamo só porque tanto amor
Jamais no mundo vai existir, tenho certeza
Sei que ninguém vai conseguir tirar você de mim
Mas não importa o que falem agora
Pois eles não sabem o que houve outrora
E nem querem descobrir o que de bom existe entre nós dois
Não importa o que venha depois
Se alguma coisa de mal nos acontecer
Eu tenho certeza que ninguém irá saber
Eles não querem se importar com a nossa felicidade
Nem com o que existe de bom entre nós dois
E não importa o que venha depois
Proibir que eu te veja, isso poderão fazer
Mas proibir que eu te ame nunca pode acontecer.

E hoje é aniversário dela, da minha ex-amada.

Bem interessante a letra "Ninguém pode proibir que eu te ame".
E , de fato, ninguém pode proibir que eu a ame, nem ela mesma.

A ex-amada é do signo de peixes.

Uma das pessoas mais legais que conheci no mundo virtual, é do signo de peixes.
É uma mulher, também madura como a minha ex-amada. Tal mulher, foi a mais doce que me deparei na internet.  Ela nasceu em 10 de março.
Não sei o motivo dela ter se afastado de mim, já que nunca discutimos.  Tínhamos em comum termos apaixonado virtualmente(não um pelo outro-rs).  Sofremos muito com a paixão. Mas, no nosso último contato, ela revelou que ficou numa boa com o amado.
Outra coisa em comum: a paixão pelo rock.
Porém, ela se afastou de mim, de vez!

... continua...