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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Um Caso Incurável

Antes de eu vir morar na fazenda, a visitei três vezes.  Gostei, mas pensei que passar uns dias na roça é bem agradável, porém morar nela é enjoativo.

Como já relatei, nos primeiros dias gostei muito, mas, agora não estou gostando mesmo. É super enjoativo morar no campo.

Interessante é que uma das minhas tias paternas, que tanto estimo e que parece gostar de mim e o irmão da minha prima, que foi meu último amigo pessoal(a amizade terminou há anos... sem brigas), disseram que eu não me adaptaria no campo. Meu primo, que segundo o marido da minha prima, tem um certo apreço por mim, chegou até a achar mais viável que fizessem uma vaquinha(vaca?! argh...rs) e que eu continuasse a morar em BH/Contagem, e disse mais: "a roça não é habitat pra ele".

Ambos estão certos. Quando estávamos acertando minha mudança para a fazenda, deixei claro para o marido da minha prima, que eu não montaria num cavalo e nem tiraria leite de vaca, o que, realmente, não tenho feito.

Não tenho o espírito do campo. O citado primo, um sujeito oriundo e residente de cidade grande, tem tal espírito: monta em cavalos, toca uma boiada, adora andar no mato... Nada disso eu faço.
Os momentos tranquilos que tenho passado na roça são justamente quando fico fechado na casa em que moro, ouvindo música por horas. Isso eu fazia, com muito prazer, em Contagem, região metropolitana de BH. E desde as 9 horas da manhã, fecho a casa toda, incluindo os basculantes, por causa dos insetos e outros bichos.

Nem o falado ar puro do campo me atrai mais. Detesto poluição, mas o último local em que morei não havia poluição, era quase como se fosse uma roça, só que não com tanta variedade de pássaros, sem vacas e , praticamente, nulo em termos de insetos, como mosquitos. Haviam os malditos pernilongos, mas nem tanto como na roça.  Eu ficava até meses sem ser importunado pelos pernilongos. Bem, neste local também haviam inúmeras casas...

Não obstante, era bem melhor morar nesta citada residência. Até mesmo a varanda era mais aconchegante. Só lancho na varanda da roça à noite, e relativamente no escuro, por causa dos insetos. Na hora do almoço, o calor é excessivo. O visual da varanda da casa de Contagem era mais bonito do que o da roça... mesmo o sol , o céu e as estrelas eram mais bonitos.

O mais viável para mim seria morar na mesma residência de Contagem,que eu tanto gostava, mas sem vizinhos; como já falei, com campo ao redor-sem vacas e insetos- ou mesmo um deserto.
Entretanto, isso é, praticamente, impossível.

Não fiz mais canteiros, como quer o marido da minha prima... está muito puxado e complicado pra mim. Vamos ver qual vai ser sua reação.  Ele ainda pensa em fazer uma reforma na casa em que moro e construir a granja.  Pedreiro(s) na jogada ,e o cônjuge da minha prima mencionou que posso ajudar na empreitada. Espero que eu morra antes de acontecer isso(rs).

E a bondosa viúva do meu tio mandou me avisar que não depositará mensalmente os 200 reais. Depositará sem dia certo e sem mês certo também. Faz dois meses que ela não deposita o dinheiro. E minha grana está se acabando.

Além de tudo isso, os fantasmas do passado não conseguem mesmo me abandonar. Continuo cheio de mágoa, ódio, envolvido por lembranças tristes, completamente arrasado pelo que estou passando, totalmente desiludido pelo tanto que perdi e fracassei na vida.
Não consigo me livrar dos pensamentos tristes do passado, o futuro não me trás boas perspectivas e o presente só me aborrece.

Uma amiga virtual, que tanto prezo, falou que eu não gosto de nada, pelo fato dela gostar do campo. Não me senti ofendido... a entendo. Mas, gosto de algumas poucas coisas, incluindo ela.  Comer, beber, ouvir rock, internet, saúde, sossego e paz, isso pra mim seria o suficiente. Contudo, acho que isso é querer demais, não?

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