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terça-feira, 30 de junho de 2015

O Imbróglio Parece Prestes A Terminar

Acabei de pagar o aluguel do meu barraco, que vence hoje. O proprietário, que é gente muito boa, parece que não ficou contrariado pelo fato de eu ter ficado devendo 100 reais.

Não tenho como pagá-lo, mas vou deixar escrito, entre outras coisas que já escrevi, na minha despedida, para meu irmão ou a vizinha, ex-faxineira da minha mãe, o pague com alguma coisa que tenho em casa. Como toda casa de pobre, tenho algumas poucas coisas que têm valor.

Ao que parece ninguém da minha família vai me ajudar.
O último socorro foi pedido... agora, só resta esperar o desfecho deste drama que estou passando, o que tenho dito há tempos nos meus blogs: sarjeta, internamento ou morte?

Estou numa lan house, assim que chegar em casa, vou beber...
E vou ter tempo de decidir: ficar sem comer?  Forca? Coma alcoólico?

E, há pouco, acabei de me deparar com uma foto da minha ex-paixão no Facebook. Uma foto tirada há oito anos, na qual ela está linda, bem sorridente. Parece feliz... será que está, realmente?
Não, o que sinto não é saudade, e sim muita mágoa, mas muita mesmo!  Que decepção!

Então, melhor me preparar. E, pensando bem, não sou o primeiro, nem o único que ficou falido. Se eu passar fome, não serei o primeiro, nem o último. Se eu ficar doente, internado num hospital, se eu for internado num abrigo ou num manicômio, não serei o primeiro , nem o último.
E acredito que se eu fosse internado numa espécie de asilo, ou fosse morar com alguém, nem anti-depressivos, teriam o poder de curar minha depressão. Traduzindo, morando sem ser sozinho, fico mais , bem mais pra baixo ainda.

Cometi muitos erros na vida, claro. Me arrependo de muita coisa que fiz e mesmo do que deixei de fazer.
No entanto, não me arrependo de ter rejeitado as mais de 20 firmas, em que trabalhei e de não ter querido continuar com os estudos. Aprender é bom, mas nunca gostei de escolas.
E penso que o maior erro da minha vida, foi não ter me matado em 28.05.2014 e dois dias depois, ter vendido meus mais de 1000 Lps.

Tenho que agir rápido, com coragem e eficiência. Já falei demais, nos blogs, sobre suicídio. Uma coisa não falei: acho até ser possível, caso houver vida além-túmulo, que o suicida receba ajuda, ao invés de castigo, como as religiões dizem. É agora ou nunca!

Chega um ponto na vida da pessoa, em que  a alegria e momentos felizes desaparecem. Isso é comum na velhice. E eu já estou beirando a terceira idade... Uma coisa é certa, se eu fracassar novamente, no tocante ao corte final, sofrerei muito, infelizmente, bem mais do que já estou sofrendo.

Alegria e momentos felizes , se foram de vez na minha vida.

2 comentários:

  1. Olá, Roderick! Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, como já disse Caetano Veloso, por isso não concordo com a oração em que diz: "Chega um ponto na vida da pessoa em que a alegria e os momentos felizes desaparecem. Isso é comum na velhice." Acho que felicidade ou infelicidade é uma questão muito única de cada pessoa, a qual envolve questões hormonais, filosóficas, de escolhas e experiências e talvez até espirituais. Conheço várias pessoas acima de 70 anos que são superfelizes e cantarolantes, com sorriso de orelha a orelha. Felicidade é, em última análise, uma questão de escolher para que lado olhar --- o dos ganhos ou o das perdas.

    Uma vez a apresentadora Fernanda Young disse uma frase que achei bem curiosa: "As pessoas precisam passar por crises, por um processo depressivo para ter um upgrade." E você, não teve nenhum upgrade em todos esses anos?

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    1. Não, Aurora, há muito que não tenho isso.

      Abraços

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