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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Onde tem gente tem fofoca(e encrenca)

É, o primo e sua esposa continuam bem animados.  Ontem(domingo), patrocinaram mais um almoço na casa da fazenda.  Novamente, assassinaram um(a) porco(a).  E, desta vez, presenciei o infeliz animal chegando na casa, esfaqueado perto do pescoço.
O primo, gentilmente, me deu uns pedaços da porca, aproximadamente um quilo de carne.
Cozinhei e comi uns pedaços, afinal sou desumano, já que não sou vegetariano(rima involuntária).

O primo anda com o costume de gritar meu nome, da sua casa, que fica uns 20,30 metros de onde moro.
Evito ao máximo me enturmar, mas com ele me chamando, acabo , a contra-gosto, tendo  mais contato humano.

No sábado, à tarde, um eletricista, casado com a sobrinha do meu primo, ficou a consertar, a instalar um ventilador de 220 watts.  Ele teve muita dificuldade... o primo foi embora , sem que o ventilador fosse instalado.  Finalmente, o aparelho foi instalado. O sujeito conversa demais e ficou me explicando, em demasia, sobre seu serviço.  Desconfiou que meu primo estava achando que ele não estava dando conta de instalar o ventilador(e, de fato, meu primo me falou por duas vezes isso).  Acabou tomando meu tempo... com fome, fui lanchar mais tarde que o normal.

No domingo, o caseiro bate em minha porta, perguntando se posse lhe dar meu registro velho , que não estou mais usando, para que ele o instale na casa de uma de suas filhas e de seu genro, que se mudaram recentemente para um sítio, em frente de onde moro. Dei o registro pra ele.

E o caseiro aproveitou para, mais uma vez, revelar sua indignação com um sujeito que presta serviços diários, na fazenda, para o meu primo.  Disse que ele andou fofocando com o primo, falando que na casa onde ele vive, na fazenda, com sua esposa e dois de seus filhos, é muito frequentada por diversas pessoas.
O caseiro estava tão nervoso que manifestou vontade de puxar um revólver para o J.B.( é o nome do funcionário). Dei-lhe conselhos, falando que ele não devia esquentar a cabeça, que ele tem esposa, filhos. Que era preferível que conversasse com o sujeito, até mesmo cortando vínculos de amizade, conversando só o que é preciso, no local de trabalho.  Aparentemente, ele aceitou o meu conselho.

Interessante é que , durante seu desabafo, ele falou que ninguém tem nada com isso , não tem o direito de me criticar por eu ficar grande parte do dia à toa, do que eu faço dentro de casa... se eu levar mulheres, amigos para o recinto...
Ficou claro que , certamente, comentam, que , possivelmente, o próprio caseiro fala sobre minha ociosidade.  Lembrei-lhe que rastelo, águo as plantas, capino de vez em quando.
Ele respondeu que isso já o ajuda bastante... que a fazenda é até minha também, já que sou parente do proprietário.  Não concordei, afirmado que estou na fazenda de favor.

Todos devem falar que sou preguiçoso, folgado, que sou protegido pelo meu primo.

No sábado, de manhã, a porta da casa onde moro, estragou de vez, não mais fechando.
O tal J.B., com o consentimento do primo, comprará uma nova hoje. Espero que não se esqueça.
E eu vim até à cidade interiorana, deixando minha porta sem fechar...
Preocupado...

Pesquisando, descobri que posso sacar meu FGTS daqui a três anos, mas somente se eu não ser registrado em outra firma, no decorrer deste tempo.  Devido a isso, falei com o primo que ele não assinasse minha carteira, como tinha a intenção.  Assim, ele terá menos despesas comigo.
Sei que eu podia ficar quieto, e ele mesmo havia falado que poderia , com minha carteira assinada, me despedir para que eu sacasse o FGTS(este depositado por ele). Eu ganharia mais dinheiro , desta forma, mas acho mais justo, mais ético, não dar despesas para o primo, que tanto tem me ajudado.

Voltando às fofocas, não consigo esquecer que um dia, creio que até no ano em que minha mãe faleceu(2008), numa conversa com ela e seu companheiro,  falei que todo mundo é fofoqueiro.
O companheiro, que era um tremendo de um fofoqueiro, ficou em silêncio.  Minha mãe, que raramente concordava comigo, desta vez, me apoiou.
Onde tem gente, tem fofoca, e mesmo sem intenção, acabamos nos envolvendo, correndo o risco de sermos taxados de intrigantes e de ser vítimas das intrigas alheias.
Infelizmente, no meu caso, mesmo tentando, evitando ao máximo as pessoas, não consigo ficar isolado totalmente, sendo obrigado a ter, o quase sempre desagradável, contato humano.
É o preço que se paga por viver no planeta Terra.

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