Total de visualizações de página

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Rejeitado(2)

Pois eu se fosse rejeitado pelo exército, ficaria muito contente.

Quando se aproximava a época de me alistar no exército,  fiquei muito preocupado.
Temia muito de "pegar" exército.  O pessoal adulto ainda me colocava mais medo, afirmando que eu pegaria...

Deixei ciente a todos, incluindo meus pais, o fato de não querer servir exército.

Jamais eu me adaptaria .  Não sou disciplinado, não gosto que gritem comigo, abomino autoritarismo; não me atrai andar de uniforme, fazer continência e deixar meu cabelo curtinho...
Certamente, sem dúvida, eu desertaria.  Em muitas coisas da vida, relevei... Não sou do tipo valentão e nem me considero um criador de caso, mas quando cismo de fazer ou não fazer alguma coisa, ninguém me controla.

Para minha surpresa, meu pai  falou que se eu fosse escolhido para servir o exército, ele,com a intervenção de um conhecido militar, conseguiria a minha dispensa.
A minha surpresa foi que meu pai era um homem autoritário e, certamente, deveria pensar como muitos: o exército faz o indivíduo se tornar homem.  Prefiro não ser homem(rs).

Deixei para me apresentar quando o prazo estava quase expirando.  Muita gente dizia pra mim que fazendo desta forma, eu correria mais risco de ser um recruta, já que o exército fazia questão de pegar os que se apresentavam por último.

A gente tinha que se levantar bem cedo, de madrugada, para se apresentar.
Ao chegar, alguns caras já tinham chegado antes de mim.
Pode se dizer que todos tinham o tipo de peões ... é, gente mais pobre e menos ainda instruídas do que eu.

Fazia muito frio.  Alguém teve a ideia de comprar um litro de pinga. Fizemos uma vaquinha.
Um cara foi comprar a pinga, com tira-gosto.  Demorou muito a comprar, pois só havia um bar aberto.  O tira-gosto: pão seco.

Bebemos , não em excesso, mas bebemos. Ficamos alegres; rimos muito.  Foi divertido.

No final, o militar, conhecido do meu pai, não precisou intervir; fui dispensado por excesso de contingente.  Que felicidade!  Que alívio!

... continua...

Nenhum comentário:

Postar um comentário