Total de visualizações de página

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O dia do juízo final está chegando - Vamos fazer agora - O Rei de uma ilha

No rock, foram criadas muitas músicas críticas às guerras.
Houve uma época em que algumas pessoas temiam por uma Terceira Guerra Mundial, na qual poderia ser usada bombas atômicas, nucleares...
Tive a impressão que os conjuntos de rock alemão se preocupavam mais do que os de outros países, com tal questão.
Temor que não deixava de ser procedente, já que a Alemanha perdeu feio as duas primeiras guerras mundiais, sendo que estava humilhada por ser um país dividido: no lado ocidental, sob a batuta dos EUA, no oriente, dominados pela URSS.
Acredito até que seja por isso que a maioria dos grupos de rock alemão, do lado ocidental, cantava em inglês.
Pode se dizer que o mundo inteiro renegava a Alemanha.  Já repararam que as rádios populares brasileiras tocam canções cantadas em inglês, italiano, francês e não executam músicas na língua alemã?  Alguém conhece algum hit alemão, executado no Brasil?

E o ótimo grupo Birth Control não ficou indiferente ao temido holocausto.
E foi no álbum "Bang", que o conjunto tocou mais no assunto.
Tirante uma faixa, no "Bang", todas músicas falam do fim do mundo.

E na faixa que, a meu ver, destoa do tema holocausto, os autores relatam sobre um homem que é rei de uma ilha.  Confesso que não entendo a letra direito.  Tal rei da ilha, seria um ditador?  Seria o Fidel Castro?rs.  Eu sinto a solidão na letra da canção(rima involuntária), afinal vivo numa ilha.  Sou criticado por isto. O abominável marido da filha do irmão mais velho do meu pai também me criticava, afirmando que nenhum homem é uma ilha. Eu retrucava que sou uma ilha, que infelizmente, não pode ser mais solitária do que quer, já que o Sr. Destino, as pessoas não deixam.  Lamentavelmente, precisamos um do outro...
No final da música é dito que o Rei da Ilha jamais abdicará.  Duvido que um dia abdicarei.  Serei sempre o Rei da Ilha, um crítico da vida que se leva neste planeta chamado Terra.

No álbum "Operation", um dos mais queridos pelos fans, o Birth Control, assim como fez no "Bang", encerra com uma música que destoa das demais: "Vamos Fazer Agora".  Composta pelo guitarrista Bruno Frenzel, compositor de todas as canções do disco, nela não escutamos guitarras, e sim piano e orquestra.  É uma música bem suave, não se assemelhando como uma canção do Birth Control.  É até romântica, mas é, na minha opinião, um romantismo amargo, dramático, cantado apaixonadamente pelo baterista Bernd Noske.

"Vamos fazer agora... deixe o relógio correr... deixe-me tocar sua pele e sentir seu pulso..."
Ah, como eu ansiei em tocar a pele dela, a minha última paixão... Não consegui.  E penso que mesmo tendo tocado em outras mulheres, incluindo a minha ex-esposa, nunca as toquei.
No mundo tudo é falso demais.  As mulheres vivem falando que não existe um homem ideal, e estão com razão. Igualmente, não existe uma mulher ideal.
Melhor aproveitar os fugazes momentos felizes?  Talvez, mas sem se iludir.

Na roça as coisas estão mais tranquilas. Pouco tenho trabalhado. Nestes sete meses em que resido na fazenda do meu primo, pode se dizer que estou vivendo de favor, devido a pessoa generosa que me acolheu.  Até quando ele não me cobrará? Até quando tudo continuará calmo?
Bem, hoje, com a mixaria que restou no meu bolso, vou jogar na Mega- Sena, Loto Mania e Loto Fácil, depois de anos e anos sem jogar na sorte grande.
Ganhar milhões é fria, penso eu, mas quem dera se eu ganhasse um milhão ou quinhentos mil...
viveria feliz para sempre?  Viveria acompanhado da solidão, do sossego, da paz, com saúde?
É, sou teimoso, pois ainda sonho, mesmo tendo ciência que quem manda é o Sr. Destino, que não quer ver ninguém na Terra vivendo em paz, com sossego, sem problemas.

As letras das três músicas aparecerão no próximo post.

Nenhum comentário:

Postar um comentário