De uns dias pra cá, a vida no campo tem sido mais tranquila. Há quietude.
Na roça parece que há ciclos. As abelhas, por exemplo, me incomodaram há meses, e há tempos, estão sossegadas. Os sapos pararam de fazer barulho, similar a uma máquina. As cigarras, depois de uns dois meses perturbando a gente com seu som parecido com o de uma estação de rádio fora do ar, se silenciaram.
Tenho passado os sábados e domingos sozinho, tendo do meu lado o bem amado silêncio.
O quidam aqui, tem estado quiescente. Tenho tentado não esquentar minha cabeça com questiúnculas.
No entanto, momentos de ira aparecem e os maus pensamentos, com lembranças tristes, nunca desaparecem. Mágoa e ódio ainda vivem do meu lado.
Demorei muito, já bem adulto , é que percebi que eu não era uma boa pessoa.
Às vezes, vejo fotos de álbum , de família, de conhecidos. Olhando minhas fotos, imaginando como se eu fosse outra pessoa a olhar minhas fotos, noto que não sou uma pessoa simpática. Eu não rio nas fotos. Creio que qualquer pessoa que ver minhas fotos, pensará, caso não me conhecer pessoalmente, que aparento ser uma pessoa difícil.
Fui mau filho, péssimo irmão, mau marido. Mau amigo também? O que é amizade?rs. "Se eu fosse um homem bom, entenderia a distância que existe entre os amigos"(Roger Waters).
O famoso ditado, "de bom intenção o inferno está cheio", se aplica bem em mim. Uma psicóloga mesmo, chegou a afirmar que eu era uma pessoa bem intencionada. Perdão pela expressão, mas, grandes bostas!rs
Nunca fiz nada direito. Procuro ser auto-crítico, sim! Antes ter complexo do que ser pretensioso.
Não obstante, durante muito tempo em minha vida, eu me achava uma boa pessoa, e , até mesmo, me achava inteligente, cabeça. Não sou nada disso!
Sou super limitado. Feio e inexpressivo por fora e por dentro.
Sou um peão, um pé rapado que pensa, que questiona, insatisfeito, isento de humildade, nem um pouco submisso.
Sou honesto, gentil, sincero. Não gosto de prejudicar a ninguém , a não ser quando alguém me prejudica.
Não sou questuário. E até que me orgulho das pouquíssimas qualidades que tenho.
É atribuída a Stalin a frase: "Nada melhor que descobrir um inimigo, preparar a vingança e depois dormir tranquilo. Concordo com o pensamento do dito ditador soviético.
Mas, do alto da minha pequenez de caráter, acho muito ruim a gente não conseguir vingar de um desafeto. A gente não tomar conhecimento que nossos inimigos estão na pior.
De uns 6 anos pra cá, as duas piores coisas que aconteceram na minha vida, foram ter sido perturbado em 2009, por dois vizinhos, que moravam juntos, de parede e meia comigo. As pragas me atazanaram com poluição sonora, som em volume altíssimo. Tive e tenho vontade de matá-los... é sério!
A única notícia boa que tive a respeito das duas pragas, foi que há uns dois ou três anos atrás, algum vizinho deu um tiro, pro alto, perto de suas residências, quando as pestes promoviam mais uma de suas poluições sonoras. A outra coisa pior foi ter vendido meus discos. Tempos depois, tive uma forte discussão, através de e-mails, com o lojista que comprou meus álbuns. Ele desfez demais da minha humilde pessoa. Me ameaçou de agressão física... eu o ameacei de morte. O odeio, tenho também vontade de matá-lo. E tenho ciência que ele é uma pessoa muito odiada.
E jamais gostarei de um mundo em que as duas coisas mais certas da vida, são a morte e os problemas.
Jamais gostarei de um mundo em que não escapamos dos altos e baixos. Jamais apreciarei um mundo em que encaminhamos para a velhice, para a decadência. Jamais tecerei loas a um mundo tão ambíguo, injusto, confuso, cruel, um mundo repleto de hospitais, prisões, guerras...
Feio, burro, temperamental, lerdo, pobre, um homem envelhecido... Como é ruim ser ruim e viver num mundo ruim!
Na roça parece que há ciclos. As abelhas, por exemplo, me incomodaram há meses, e há tempos, estão sossegadas. Os sapos pararam de fazer barulho, similar a uma máquina. As cigarras, depois de uns dois meses perturbando a gente com seu som parecido com o de uma estação de rádio fora do ar, se silenciaram.
Tenho passado os sábados e domingos sozinho, tendo do meu lado o bem amado silêncio.
O quidam aqui, tem estado quiescente. Tenho tentado não esquentar minha cabeça com questiúnculas.
No entanto, momentos de ira aparecem e os maus pensamentos, com lembranças tristes, nunca desaparecem. Mágoa e ódio ainda vivem do meu lado.
Demorei muito, já bem adulto , é que percebi que eu não era uma boa pessoa.
Às vezes, vejo fotos de álbum , de família, de conhecidos. Olhando minhas fotos, imaginando como se eu fosse outra pessoa a olhar minhas fotos, noto que não sou uma pessoa simpática. Eu não rio nas fotos. Creio que qualquer pessoa que ver minhas fotos, pensará, caso não me conhecer pessoalmente, que aparento ser uma pessoa difícil.
Fui mau filho, péssimo irmão, mau marido. Mau amigo também? O que é amizade?rs. "Se eu fosse um homem bom, entenderia a distância que existe entre os amigos"(Roger Waters).
O famoso ditado, "de bom intenção o inferno está cheio", se aplica bem em mim. Uma psicóloga mesmo, chegou a afirmar que eu era uma pessoa bem intencionada. Perdão pela expressão, mas, grandes bostas!rs
Nunca fiz nada direito. Procuro ser auto-crítico, sim! Antes ter complexo do que ser pretensioso.
Não obstante, durante muito tempo em minha vida, eu me achava uma boa pessoa, e , até mesmo, me achava inteligente, cabeça. Não sou nada disso!
Sou super limitado. Feio e inexpressivo por fora e por dentro.
Sou um peão, um pé rapado que pensa, que questiona, insatisfeito, isento de humildade, nem um pouco submisso.
Sou honesto, gentil, sincero. Não gosto de prejudicar a ninguém , a não ser quando alguém me prejudica.
Não sou questuário. E até que me orgulho das pouquíssimas qualidades que tenho.
É atribuída a Stalin a frase: "Nada melhor que descobrir um inimigo, preparar a vingança e depois dormir tranquilo. Concordo com o pensamento do dito ditador soviético.
Mas, do alto da minha pequenez de caráter, acho muito ruim a gente não conseguir vingar de um desafeto. A gente não tomar conhecimento que nossos inimigos estão na pior.
De uns 6 anos pra cá, as duas piores coisas que aconteceram na minha vida, foram ter sido perturbado em 2009, por dois vizinhos, que moravam juntos, de parede e meia comigo. As pragas me atazanaram com poluição sonora, som em volume altíssimo. Tive e tenho vontade de matá-los... é sério!
A única notícia boa que tive a respeito das duas pragas, foi que há uns dois ou três anos atrás, algum vizinho deu um tiro, pro alto, perto de suas residências, quando as pestes promoviam mais uma de suas poluições sonoras. A outra coisa pior foi ter vendido meus discos. Tempos depois, tive uma forte discussão, através de e-mails, com o lojista que comprou meus álbuns. Ele desfez demais da minha humilde pessoa. Me ameaçou de agressão física... eu o ameacei de morte. O odeio, tenho também vontade de matá-lo. E tenho ciência que ele é uma pessoa muito odiada.
E jamais gostarei de um mundo em que as duas coisas mais certas da vida, são a morte e os problemas.
Jamais gostarei de um mundo em que não escapamos dos altos e baixos. Jamais apreciarei um mundo em que encaminhamos para a velhice, para a decadência. Jamais tecerei loas a um mundo tão ambíguo, injusto, confuso, cruel, um mundo repleto de hospitais, prisões, guerras...
Feio, burro, temperamental, lerdo, pobre, um homem envelhecido... Como é ruim ser ruim e viver num mundo ruim!