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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Superarei?

Superar as dores e perdas da vida é muito difícil.  Costumamos superar, mas, às vezes, a saudade aperta.

Penso que graças a objetivos, prazeres, ilusões e ter algo para ocupar o nosso tempo, nos fazem superar os revezes.

Em muitas ocasiões, pensei que não superaria minhas perdas e dores. Acabei superando...

Ah, nem sempre ter algo a fazer, significa que temos objetivo, prazer e ilusão.

Ilusão e objetivo seriam palavras sinônimas?(rs).  Minha última ilusão, meu último objetivo, foi a mulher a qual me apaixonei no mundo virtual.  A ilusão começou no final de novembro de 2008, terminando em 2013.

A superação pode ser parcial.  Consegui sobreviver à perda dos meus vinis e da minha amada.  No entanto, não me conformo até hoje de tê-los perdido.  No tocante aos discos, tive o consolo de ter baixado pouco mais de 40% da minha coleção, nos benditos blogs de rock, graças à maravilhosa internet.  Quanto à minha ex amada...
Sobreviverei na fazenda?  Sobreviverei sem internet?

Das 22 casas em que morei, a número 22, a que moro por 5 anos e meio, foi a que mais gostei.  Além dela, gostei apenas de mais 4 residências.  E passei a morar nela quando eu tinha 53 anos de idade.

A internet, que se tornou a segunda maior paixão da minha vida, descobri aos 50 anos de vida.

Ouvir música e navegar na web são coisas que fazem ocupar meu tempo, me dão prazer.  Ao ficar sem internet, minha vida ficou bem mais vazia. É difícil viver sem ela.  Não sei se conseguirei superar tal perda.

Na roça não tem internet.  Se tiver na cidade interiorana, navegarei apenas semanalmente.  Isso se não chover e se eu tiver dinheiro para pagar uma lan house.  Ora, gosto de navegar na web diariamente, por horas, e na minha casa!

Ter que mudar de uma casa que vc gosta, é terrível!  É uma grande perda!  É um retrocesso ir para a roça, sem receber um salário, sem autonomia e liberdade.

Não tenho mais ilusão; não possuo mais objetivo..  É prazeroso ainda ouvir música, mas só isso não é o suficiente.

Não acredito que terei prazer em capinar, cuidar da horta, da granja e, sabe-se lá de outras tarefas, que me serão delegadas.  Nada disso supera a internet.

A perda da liberdade e da autonomia pode nunca ser superada.  Além do mais, andar sem dinheiro no bolso e no banco(não estou confiando que a viúva do meu tio continuará a me ajudar) é frustrante!  Sentirei muita falta das minhas idas nos bares de BH.  E será que voltarei em Belo Horizonte?  Suspeito que me sentirei preso na fazenda.

Confuso, sem rumo, creio que cometi mais um erro em não me suicidar.  Talvez eu tenha , simplesmente, adiado meu suicídio.  Quem sabe ainda querendo uma colher de chá do destino, para que o me mesmo me mate, ao invés de cometer o auto-extermínio.

Como já falei, agora é torcer para que eu não fique deprimido, não enlouqueça, não surte e nem fique adoentado.  E, claro, que eu não me desentenda com a minha sobrinha e seu marido.

Aos que me dão a honra de navegar no meu humilde blog, esta, ao que parece, é a última vez que uso a internet numa lan house, em Contagem(região metropolitana de BH).  Agradeço-lhes e desejo-lhes tudo de bom.  Se eu voltar a usar internet, creio que será somente no mês de setembro, mas espero estar enganado e navegue ainda em agosto.  Vale lembrar que estrada pode nos matar...