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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Solidariedade e Consciência

Tenho postado quase que diariamente. Hoje, já postei duas vezes, na parte da manhã.

E, há pouco , me veio algo na cabeça, quando eu ouvia um cd da grande banda húngara, Omega, um outro post.
Penso que este é  um post que não posso deixar de postar. Neste ponto, é melhor não deixar para amanhã, o que podemos fazer hoje.

Solidariedade e Consciência:

Ultimamente, tenho pensado muito em um dos meus sobrinhos.
Ele está com 58, ou seria 59 anos? Bom, sei que ele está quase chegando à terceira idade.

Ele está numa situação bem difícil, preocupante.
Está falido. Seu dinheiro acabará daqui a dois meses, e, pasmem, ele diz que não tem mais como sobreviver, não tem como trabalhar mais, até afirmando de falta de condições psicológicas para voltar ao trabalho. Ele também alega que tem uma despesa mensal em torno de 1.000 reais, e isso , fazendo muita economia.

Sou uns dez anos mais velho do que ele. Convivi com meu sobrinho, desde seu nascimento.
Ele morou perto de mim, com seus pais, quando eu morava com a minha mãe.
Levava-o aos cinemas, em algumas ocasiões, no domingo.
Se formos pensar bem, eu estaria mais para um irmão mais velho do que um tio.

Mas, não tínhamos muita afinidade. Sempre gostei mais do seu irmão. Este , sim, um menino de ouro, atencioso, sociável, flexível. Meu sobrinho mais velho, foi rebelde, antissociável, diria até chato e antipático.

Ano passado, meu irmão se comunicou comigo, preocupadíssimo com a situação do nosso sobrinho.
Revelou que o dinheiro dele estava prestes a se acabar e que ele estava com ideias de suicídio.

Respondi ao meu mano que eu nada poderia fazer. Ora, ralei a vida inteira. Estudei feito um condenado. Até hoje trabalho... e ele? Nunca parou nos empregos, só a pedir demissão... acabou acontecendo isso. Será que ele nunca pensou que um dia poderia perder os seus pais?
Ele não está nem aí pra gente. Outra coisa: por que ele não vende seus discos?
Poxa, ele tem uma coleção enorme de vinis! Quando estamos apertados , uma das alternativas é vender algum(ou alguns ) do(s) nosso(s) patrimônio(s). Além do mais, tenho minhas despesas...

E , neste curto espaço de tempo, meu irmão, inesperadamente, faleceu, de ataque cardíaco. Isso ocorreu, há quase seis meses atrás.

Segundo meu saudoso irmão, o dinheiro do meu sobrinho terminará em breve. Fiquei surpreso de sua viúva ter dado praticamente todo o vestuário do meu irmão para o nosso sobrinho.

Pensando muito no caso, meu sobrinho sempre foi muito complicado, um desajustado. Até suspeito um pouco que ele tenha uns parafusos a mais(ou a menos).

Preguiçoso,comodista, temperamental. Mas, pombas, ele é meu sobrinho, filho da minha saudosa irmã, que tão boa foi para mim e para minha esposa, até mesmo quando ficamos hospitalizados...

Minha irmã temia tanto que ela morresse e ele não tivesse como sobreviver, fato que acabou acontecendo.

E tem mais: com todos os seus erros, ele é uma pessoa honesta, quieta, nunca se envolveu em confusões, nunca usou drogas. Ele não tem seus 20 anos, tem quase 60, o que dificulta mais ainda arrumar um emprego. Talvez, ele tenha pouco tempo de vida... nunca se sabe...
Outro fato interessante: ele não é explorador, não é pidão, não nos incomoda...

Ganho tão bem, então, eu poderia ajudá-lo, depositando mensalmente 1.000 reais em sua conta.
Ou melhor ainda, poderia dividir esta quantia com minha esposa e meus dois filhos: 250,00 reais para cada um. Até mesmo poderia tentar com os dois filhos do meu irmão falecido, que contribuísse, com a quantia não ultrapassando a 1.000 reais. Isso, além de impedir seu suicídio, seria uma bela homenagem ao nossos saudosos irmãos, que tanto gostavam e se preocupavam com ele.

Fim

Nota: se eu fizer o corte final, deixarei este texto visível, aqui em casa... é, escrito a mão.